Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 26/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela a ausência de conflitos e problemas. Entretanto, o que se nota na realidade contemporânea é oposto do que o autor prega, uma vez que, no Brasil, a evasão escolar está em pauta e apresenta obstáculos, os quais dificultam a concretização do plano de More. Com isso, fatores como a negligência governamental, bem como a situação financeira colaboram para a situação atual.
Convém ressaltar, a princípio, a inobservância estatal como um fator determinate para que o impasse persista. De acordo com o filósofo Stuart Mill, no livro “Utilitarista”, a mais honrosa das ocupações é fazer o que é certo. Contudo, verifica-se, na esfera brasileira, que o Estado faz o oposto do preconizado pelo o utilitarista, uma vez que não há projetos sociais como, por exemplo, palestras e campanhas, com o intuito de promover a importância das escolas na formação de um indivíduo e construção de seu senso crítico. Indubitavelmente, enquanto esse descaso do Estado permanecer, a evasão escolar continuará a crescer em território nacional.
Além disso, outra dificuldade é a baixa condição econômica de certas famílias brasileiras como impulsionadora do problema. Conforme o filósofo grego Aristóteles, na obra “Ética de Nicômaco”, as carências acarretam mazelas sociais. Logo, percebe-se que essa filosofia se encontra presente no núcleo brasileiro, visto que a falta de recursos monetários, no âmbito familiar, torna a necessidade de trabalhar prioritária, aos jovens, pois, dessa forma, ajudará na renda econômica de sua família. Certamente, esse fato revela uma face perversa para um país em pleno desenvolvimento.
Portanto, medidas são necessárias para a solução da temática. Então, cabe ao Ministério da Educação (MEC), juntamente com a grande Mídia, desenvolver palestras e campanhas, de modo que sejam transmitidas em canais televisivos abertos e que permita o acompanhamento em lugares públicos, com o objetivo de demonstrar e explicar a importância das escolas para a formação do ser humano, pois ações culturais coletivas têm um grande papel transformador em um país. Além de que, é dever do Estado promover mais programas como o “Jovem Aprendiz”, por meio de aumento de verbas para esse projeto, com o intuito de criar novas oportunidades trabalhistas para os jovens, sem que atrapalhe o seu compromisso com a escola. Consequentemente, o Brasil poderia viver mais próximo da realidade retratada por More.