Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 01/11/2019
De acordo com o sociólogo Émile Durkheim as relações antrópicas são preestabelecidas por uma condição a qual ele nomeia de fato social, este obriga o individuo adaptar se às regras da sociedade. Nessa esteira de pensamento, cabe ressaltar a evasão escolar como um importante tema a ser discutido, uma vez que é um problema no Brasil relacionado ao contexto histórico de formação nacional, como também às mazelas da sociedade contemporânea. Assim medidas cujo proposito seja alterar essa realidade.
Em primeiro lugar, uma das melhores formas de analisar a situação preeminente é com o pensamento de Durkheim quando diz que o homem é mais do que formador da sociedade, é um produto dela, no qual ele exemplifica o impasse motivado pela escusa escolar já que muitas vezes os jovens são forçados a sair da escola por serem um produto da sociedade e terem que seguir uma sequência de mecanismos. Nesse ínterim, cabe citar também a canção “Eu queria mudar” do grupo Pacificadores, em que a letra diz exatamente sobre a realidade da classe de baixa renda, demostrando que muitas vezes os jovens abandonam a escola para auxiliar a família na renda mensal. No entanto, tal realidade pode gerar consequências negativas como é o caso de muitos jovens que optam pela criminalidade.
Em segundo lugar, é indiscutível que, apesar de em 1550 os jesuítas já terem iniciado a alfabetização, o avanço da educação se deu apenas em 1808 com a chegada da família real. Contudo, a educação era restrita a burguesia, tornando evidente que apenas a alta classe deveria ter direito a educação de qualidade. Em face disso, é notável que ainda são grandes os desafios que a classe baixa enfrenta, um deles é a separação progressista das camadas sociais, exemplificada pela pequena quantidade de negros, pobres, favelados nas escolas e menor ainda nas universidades, sendo estas um lugar em sua maioria ocupado pelos brancos, elitizados. A exemplo disso, de acordo com o INEP, a população branca no ensino superior é de praticamente 73%, o que confirma os dados citados a cima.
Portanto, medidas são necessárias para solução dessa problemática. Ademais, o Ministério do Desenvolvimento Social junto ao MEC deve promover campanhas que estimulem a participação escolar, oferecendo incentivo para os jovens estudantes por meio de atividades remunerados, nas próprias escolas, como: monitores, ajudantes nas bibliotecas, zeladores e porteiros, fazendo com que a evasão escolar devido a situação financeira desfavorável seja reduzida. Dessarte, também é de grande importância que o Governo juntamente com a mídia desenvolvam propagandas que tenham o intuito de conscientizar, mostrando a necessidade da formação escolar e assim promovendo a cidadania e levando ao avanço de toda sociedade.