Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 28/10/2019

A atual Constituição Federal trouxe uma série avanços aos direitos dos cidadãos, o direito à educação de qualidade é um deles. No entanto, o abandono escolar tem se tornado uma prática comum entre os jovens. Nesse contexto, deve-se analisar que a falta de interesse dos alunos e o contexto familiar são fatores que influenciam a evasão escolar no Brasil.

Inicialmente, é importante destacar que a ausência de interesse é um agravante da problemática supracitada. A educação da Finlândia é considerada um modelo para o mundo, nela os alunos aprendem de forma mais interativa. Já o método educativo tradicional das escolas brasileiras não chama tanta a atenção dos estudantes, haja vista que a didática pode não ser compatível com o nível de conhecimento de alguns alunos, gerando aulas menos participativas. Como consequência, muitos jovens acabam deixando de frequentar a escola por desinteresse às aulas.

Além disso, o meio familiar em que o aluno vive também contribui para o problema. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, “a educação é um direito de todos e dever do Estado e da família.” Sendo assim, não só a escola tem a função de educar, a família também precisa fazer parte do processo educativo dos jovens. Porém, nem todos os pais participam da rotina escolar dos filhos, não apoiando-os na vida estudantil. Consequentemente, por não possuírem boas influencias em casa, muitos jovens não se dedicam aos estudos e faltam frequentemente às aulas.

Portanto, ficam claros os fatores que influenciam a evasão escola no país. Em razão disso, cabe ao Ministério da Educação, em conjunto com o Governo Federal, promover um plano de reestruturação educacional, elaborando uma grade curricular que promova aulas interativas, em que os alunos percebam a importância dos conteúdos didáticos no cotidiano, a fim de envolvê-los e evitar o abandono escolar. Ademais, as escolas devem promover palestras direcionada aos pais, contando com a presença de conselheiros tutelares, incentivando-os a participar da vida estudantil dos filhos. Dessa forma, corrobora-se a diminuição da evasão escolar no Brasil.