Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 30/10/2019
Segundo a Constituição de 1988, a educação é um direito básico de toda a sociedade brasileira.Todavia, em decorrência da negligência do Estado, tal direito não está sendo assegurado a todos, uma vez que há uma parcela da sociedade que, por condições financeiras, não consegue permanecer estudando. Desse modo, é fundamental debater formas de garantir que todos tenham o mesmo acesso à educação.
Devido a falta de poder aquisitivo para seu sustento e o de sua família, adolescentes deixam de frequentar a escola para ingressar no mercado de trabalho. Diante da baixa qualificação, esse grupo provavelmente terá empregos precários com salários baixos e não conseguirão ascender economicamente, o que evidencia como a evasão escolar é um dos meios de perpetuação da desigualdade social.
Visto que fatores externos a vida escolar, como a pobreza, ocasionam o interrompimento dos estudos de muitos jovens, convém lembrar a teoria de Paulo Freire. O intelectual defende que é preciso considerar aspectos culturais e sociais de cada indivíduo para entendê-lo melhor, afim de obter uma maior compreensão do conhecimento. Dessa forma, o estudante se veria mais como mais ativo no processo de aprendizagem e incluso no ambiente escolar.
Em virtude do que foi apresentado, é necessário medidas para resolver o impasse. O Conselho Tutelar deverá fiscalizar, em visitas domiciliares, responsáveis de alunos que estão com mais de 50% de faltas sem justificativas para conferir se há uma situação de trabalho infantil. Caso haja tal condição, tais pessoas deverão ser punidas. Ademais, instituições de ensino precisam considerar a vivência de cada aluno no aprendizado, por isso é necessário que haja acompanhamento de psicólogos, que identificarão caso fatores da vida pessoal prejudiquem a permanência no colégio. Assim, espera-se que os índices de evasão nas escolas diminuam.