Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 27/10/2019
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através desse trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, vê-se que a evasão escolar se configura como um obstáculo no Brasil, visto que esse abandono nos últimos tem aumentado, principalmente entre os adolescente, o que compromete futuramente a qualidade de mão de obra oferecida ao país. Diante disso, torna-se pertinente analisar como as condições socioeconômicas e a problemática da gravidez na adolescência contribui com esse cenário.
Primeiramente, é importante ressaltar como a questão socieconômica influencia na permanência do indivíduo na escola. Segundo o filósofo John Locke, em sua teoria de Contrato Social, existe um acordo entre o dever do Estado em proteger os direitos do cidadão e a escolha deles de ceder essa permissão. Contudo, o governo vigente é falho em não cumprir com o modelo defendido por Locke, uma vez que esse não assegura a uma parcela da população condições mínimas de vida, como moradia, alimentação e emprego. Tal situação atinge diretamente a educação pois compromete a persistência de alunos nas instituições de ensino, pois a medida que a criança cresce surge, paralelo a isso, a responsabilidade de ajudar questões financeira da casa, o que explica o fato da evasão ocorre principalmente entre os indivíduos com faixa etária de 15 e 17 anos. Logo, é notório como as condições financeiras pode vim a retirar do menor a oportunidade de estudo diante da necessidade de trabalho.
Ademais, outro fator que contribui para a desistência escolar é a gravidez na adolescência. Nesse contexto, uma dos motivos que colaboram com essa realidade é a falta de discussão sobre a sexualidade no ambiente escolar e familiar, por esse assunto ainda ser um tabu. Desde a Idade Média a igreja católica impôs restrições em relação ao corpo e a medida que a sociedade foi se configurando tais dogmas foram se enraizando e, com isso, dificultando a abordagem desse tipo de conteúdo. Como consequência disso, o debate sobre sexo e métodos contraceptivos ainda é limitado na contemporaneidade, o que colabora com os elevados índices de gravidez precoce. Atrelado a isso, tem-se os elevados casos de abandono acadêmico devido as dificuldades encontradas em conciliar o papel de mãe com os estudo, além do medo de torna-se alvo de julgamento social no ambiente estudantil.
Infere-se, portanto, que o problema se mostra como uma pedra a ser removida para que a evasão escolar seja superada no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação, responsável pela organização e execução da Politica Nacional de Educação, deve destina as escola verbas para o desenvolvimento de projetos que trabalhe com núcleos que forneça apoio a jovens gravidas, por meio de profissionais especializados, e também promova outras atividades, como o esporte, como a finalidade de inclusão. permanência dos adolescentes nas escolas.