Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 30/10/2019

Nada é permanente, salvo a mudança. Segundo Heráclito de Éfeso, filósofo, uma situação nunca será irreversível se tomada a devida atitude. No entanto, a situação dos jovens brasileiros não condiz com a citação. O Brasil enfrenta dificuldades atualmente, com a crescente taxa de evasão escolar, e as consequências que isso traz para essas crianças.

Atualmente no país, são muitos os adolescentes que deixam de frequentar suas escolas. As causas são variáveis, desde os alunos do primeiro grau, até os estudantes do segundo grau. No caso do ensino fundamento, as razões geralmente são : falta de transporte, distância para a escola, e a falta de um responsável, para levar e buscar. Já no ensino médio, o principal motivo é a falta de interesse, fato que resulta pelo conteúdo aplicado nas aulas, o qual é exagerado e descontextualizado, opinião que também é partilhada pelos professores. Uma situação na qual não há ações suficientes para uma maior inclusão dos juvenis, podendo assim, gerar alguma mudança.

De acordo com um estudo feito em 2013, pela PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) indicou que, entre os 100 países com maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), o Brasil apresentava a 3ª maior taxa de evasão escolar. Dessa forma, os educandos que abandonam a escola tendem a escola, tendem a ter baixa autoestima, gerando dificuldades em suas relações pessoais e profissionais, a entrar em um trabalho, e também refletindo na qualidade dos serviços prestados, e na remuneração. Tudo isso gera um sentimento de desmotivação, e ajuda na desigualdade social. No atual cenário vivenciado em território nacional, ainda não existem procedimentos para uma mudança.

Dessa forma, sendo necessárias medidas para reverter a situação. Primeiramente, é dever das escolas encontrarem o problema. Professores devem se reunir, e através de debates entre eles, localizarem os colegiais propensos à essa adversidade. Após encontrados esse tipo de acadêmicos, é preciso ter uma reunião com os pais, para poderem entenderem as demandas, preocupações, interesses e expectativa dos aprendizes, contribuindo também com a relação entre os institutos e os responsáveis, assim sendo possível tomarem medidas conjuntas, nos colégios e em suas casas. Dessa maneira, sendo estas, um conjunto de ações que podem levar à uma melhora significativa.