Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 28/10/2019
Desde o surgimento do registro histórico, a aprendizagem é tida como imprescindível ao progresso humano. Não obstante, a sociedade contemporânea, através da educação moderna, procura manter essa prática fundamental. A sociedade brasileira, por sua vez, encontra-se numa situação grave de manutenção desta prática devido a evasão escolar, seja pela condição social precária dos estudantes, seja pelos incentivos inexistentes para a permanência escolar.
A priori, condições sociais precárias dos estudantes tem papel fundamental à evasão escolar vigente no Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 1,3 milhão de jovens deixaram a escola sem concluir os estudos - sendo a renda familiar média, destes, 436 reais por mês. Ademais, a baixa renda aliada a outros problemas sociais (como gravidez precoce ou a necessidade de trabalho) formam um contexto social que retira o aluno de dentro da escola, sem tempo para se dedicar ao que realmente é agente de mudança em sua vida, a educação. Logo, os diversos contextos sociais agravam a evasão escolar.
Outrossim, a falta de incentivo para o estudante permanecer na sala de aula, produto da falta de atividades inclusivas, provoca a perpetuação dessa problemática. O distanciamento entre a instituição e o estudante ocasiona um incentivo praticamente nulo para o estudante permanecer em sala de aula, pois o aluno não se sente acolhido, por conseguinte, ocasionando uma chance maior de evasão escolar. De acordo com Hans Jonas, filósofo alemão, a base de uma sociedade está no fato de, sendo esta sustentável, ter seus princípios fundamentados em gerações futuras, e se isso não acontece algo precisa ser revisto. Portanto, o incentivo nulo, proveniente de um distanciamento entre a instituição e o indivíduo, ocasiona aumento no número de evasão escolar.
Sendo assim, a evasão escolar, produto de uma condição social precária aliada a falta de incentivo à permanência escolar do jovem, necessita de intervenções. Mormente, o Ministério da Educação, por meio de programas sociais - como atendimento psicológico adequado e distribuição de renda direcionada ao estudante da rede pública, deve melhorar o contexto social no qual está inserido o aluno, a fito de fazê-lo permanecer na sala de aula. Paralelamente, as escolas públicas devem melhorar a relação com os estudantes, por meio do intensificamento de atividades inclusivas como passeios e gincanas, diminuindo assim a chance de evasão escolar. Logo, tomando as necessárias intervenções, a sociedade brasileira terá a educação em seu maior aproveitamento, alcançando o progresso social.