Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 28/10/2019

No século XVIII, a revolução francesa foi um marco histórico de luta por igualdade, liberdade e oportunidades para o cidadão francês. É sabido que esse marco mudou de forma significativa os paradigmas do mundo ocidental. Nesse sentido, o ser contemporâneo deve pensar em uma forma efetiva de militância por essas conquistas e também de combate aos altos índices de evasão escolar no Brasil, uma vez que a falta de acesso à educação, não só impede o crescimento profissional ao indivíduo, mas também contribui para o número de desempregados no país.

Em primeiro plano, convém ressaltar que o êxodo educacional configura um obstáculo para o crescimento profissional do indivíduo, isso porque a sociedade exige do cidadão uma conduta íntegra, na qual está inserida uma instrução acadêmica e, associado a isso, o sonho individual de autorrealização profissional. Segundo Maslow, psicólogo humanista do século XX, o ser humano possui necessidades básicas como alimentação, vestimentas, inclusive a autoestima, a qual é elevada com a possibilidade de realização no âmbito acadêmico e ocupacional. No entanto, a evasão escolar torna-se um considerável entrave para as conquistas pessoais devido à falta de estratégias das instituições educacionais brasileiras para mitigar essa condição e transpor essa preocupante barreira.

Outrossim, é indubitável que o aumento dos índices de desemprego permeia esse contexto. Isso ocorre porque, com o abandono educacional, a igualdade de desenvolvimento do indivíduo é prejudicada, por conta disso, as empresas inseridas no mercado de trabalho competitivo não absorvem essa mão de obra despreparada, acometendo elevação do subemprego e dos índices de criminalidade. De acordo com o Kant, filósofo antigo, o homem é o que a educação faz dele, de modo que a busca por um ensino quilificado tendencia à formação de um profissional bem-sucedido, todavia, o êxodo educacional de um ensino fundamental e médio moderados, como o sistema brasileiro, fere o futuro desses jovens. Assim, fica claro que o cenário atual é prejudicial para a sociedade brasileira, pois compromete o avanço do país.

Infere-se, portanto, que ações são essenciais para solucionar esse problema. Sendo assim, para que seja alcançado o desenvolvimento e crescimento do país, urge que o Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, crie mecanismos de fiscalização efetivos, de modo a diagnosticar o panorama educacional brasileiro, com conferências anuais em que devem ser apresentados mapas avaliativos dos problemas nas escolas brasileiras, a fim de detectar as principais causas do abandono das salas de aula, bem como a frequência e o desenvolvimento escolar dos alunos e, assim, permitir uma intervenção eficaz. Logo, espera-se com essas ações reverter o quadro atual na educação do país