Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 30/10/2019
Segundo a teoria da seleção natural de Charles Darwin, os seres mais aptos sobrevivem ao meio. De maneira análoga, considerando os aspectos sociais de uma sociedade capitalista, quem possui maior poder aquisitivo tem acesso às oportunidades enquanto o restante não. Nesse caso, o vasto número de evasões escolares no Brasil é resultado da realidade atual do típico jovem brasileiro de baixa renda que, além das atividades escolares, deve enfrentar a pobreza e a criminalidade no seu cotidiano.
Após a Revolução Industrial, produzir e lucrar tornou-se parte da necessidade humana. À vista disso, o jovem mencionado vê-se obrigado a ingressar, precocemente, no mercado de trabalho para sustento de seus familiares, o que dificulta a conciliação com os estudos e consequentemente uma desistência destes. Dessa forma, o futuro de muitos é prejudicado, pois sem formação acadêmica, não conseguem conquistar cargos de prestígio.
Além disso, a Declaração Universal dos Direitos Humanos denota que todo indivíduo tem direito à educação, porém, poucos conseguem desfrutar disso na prática, principalmente quando se convive com a violência. Sabe-se que estudantes que moram em áreas de risco, devido a criminalidade e confrontos constantes com policiais, correm perigo no trajeto para a escola e as Instituições não conseguem funcionar regularmente. Com isso, o adolescente passa a ver o crime como única perspectiva de vida, largando de vez os estudos.
Portanto, medidas são necessárias para a resolução da problemática. O Governo atrelado ao Ministério do Trabalho, devem criar o projeto “trabalho mas estudo” que consiste em oferecer às empresas isenção de determinados impostos sob o contratado que comprove seus estudos, Assim, espera-se um maior incentivo aos estudos antes do trabalho. Além disso, o MEC deve desenvolver uma plataforma digital optativa para que o estudante, que tem difícil acesso à escola, consiga ainda concluir seus estudos em sua própria residência, com aulas ao vivo. Dessa forma, espera-se uma diminuição significativa do número de jovens sem formação.