Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 29/10/2019
O “contrato social”, teoria desenvolvida pelo filósofo inglês John Locke, assegura que o estado irá conferir educação e bem-estar social para toda a população. Todavia, no contexto brasileiro, a evasão escolar afasta a sociedade da assegurada pelo filósofo contratualista. Nesse sentido, é necessário relatar que tal problemática ocorre não só devido a ineficácia estatal, como também pelo bullying escolar.
Antes de tudo, a ineficácia estatal em proporcionar transporte escolar adequado é uma das causas da evasão escolar. Segundo dados do Residencial Santa Maria, cerca de 70 alunos, a partir de 11 anos, deixaram de ir à escola devido a falta de ônibus escolares. Infere-se, mediante o descrito, que faixas etárias mais baixas são as mais afetadas por essa problemática, afinal, os jovens não podem ir à escola sozinhos, e seus pais trabalham, na maioria dos casos. Faz-se imprescindível, portanto, a distinção dessa conjuntura vigente, a fim de impulsionar a educação básica, essencial para a nação.
Ademais, o bullying escolar também impulsiona o abandono educacional. A partir disso, cabe-se analisar a obra “O extraordinário”, do escritor R.J.Palacio, a qual retrata a vida de August, portador de deformação e que sofre constantemente bullying, o fazendo desistir da escola. É indiscutível contrariar-se ao fato de que, fora do fictício, casos como o de August acontecem diariamente e devem ser remediados.
Destarte, é necessário obter subterfúgios a fim de solucionar essa inercial problemática. Dessa maneira, o Ministério da Educação, órgão responsável pela escolarização da sociedade, deve aumentar a frota de ônibus escolares, por meio da contratação de empresas privadas, que irão assegurar a eficácia do transporte e sua efetividade, a fim de diminuir os índices de evasão escolar. Com isso aplicado, o contrato social será efetivado, e a educação do corpo social será impulsionada.