Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 29/10/2019
Segundo o Filósofo Platão “O importante não é viver, mas viver bem”. Com efeito, nota-se que a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Por isso, faz-se necessário debater acerca da evasão escolar e a realidade brasileira. Haja vista que o avanço no número dessas evasões atrasa o desenvolvimento educacional e social do país. Dessa maneira, nota-se, portanto, que a grande desigualdade na qualidade de ensino em escolas públicas, juntamente, com a falta de incentivo do governo, influencia diretamente na resolução dessa problemática.
Em primeira análise, verifica-se que a desigualdade na qualidade de ensino nas unidades públicas, é um forte agravante para o quadro apresentado. Diante disso cabe ressaltar que segundo o último Censo Escolar feito em 2018, cerca de 915.455 mil jovens e adolescentes não estão matriculados em nenhuma instituição de ensino, e o número de rematriculas caiu 1,3 milhões. Dessa forma é válido se perguntar o que o governo tem feito para reverter esse quadro, haja vista que a desigualdade entre um aprendizado privado e público é consideravelmente grande, onde deixa claro a ausência de políticas públicas na oferta de uma educação de qualidade, que abrange toda população brasileira de forma igualitária.
Além disso, a falta de incentivo do governo, impede parcialmente que as medidas a serem tomadas alcancem um número maior de pessoas. Ademais, é necessário que haja um incentivo da parte dos influenciadores sociais da população, com o apoio dos órgãos públicos, para ocorrer uma mudança drástica dessa realidade. Essa proposta pode ser analisada a partir da citação do filósofo Jean Rousseau “A vontade geral deve emanar de todos, para ser aplicada a todos”. Tal frase remete, justamente, ao pensamento coletivo ao estabelecer um desejo que amplie o bem a todo cidadão, o que certamente solucionaria em grande parte os fatores apresentados ao longo do texto.
É preciso, portanto, urgir medidas capazes de atenuar essa problemática. Para tanto o Ministério da educação, juntamente, com o Governo, deve propiciar uma educação básica de qualidade, por meio da elaboração de projetos capazes de oferecer cursos integrados ao ensino ofertado, com o apoio de mais professores nas salas de aulas contando com atividades extra-curriculares, a fim de igualar o ensino do país e a diminuir o índice de evasão. Visando ao mesmo objetivo, o Governo deve implantar meios de incentivo educacionais, através das mídias sociais e televisivas, que apresente os projetos a serem feitos e a importância que a educação trás de forma pessoal ao cidadão, a fim de despertar o desejo em estudar e retomar a visão de Platão sobre a importância de viver bem.