Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 30/12/2019

A série da rede Globo de TV “Segunda chamada” retrata a realidade da educação pública no Brasil. Fora da ficção, esse cenário permanece intacto, uma vez que a evasão escolar apresenta barreiras, as quais se assemelham ao seriado. Acerca disso, dois quesitos precisam ser discutidos, a má qualidade de ensino e o trabalho infantil.

Em uma primeira análise, vale resaltar que dentro das escolas públicas brasileiras, existem muitos profissionais despreparados, além de uma má infraestrutura. Dessa forma, os alunos sentem-se desmotivados com a vida de estudante e acabam evadindo. Pesquisas feitas pelo PNAD -pesquisa nacional por amostra de domicílios- apontam que, no Brasil, cerca de 84 mil jovens entre 15 a 17 anos estão fora das escolas.

Ademais, vale salientar que, conforme Immanuel Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele”. De maneira análoga, crianças e adolescentes que deixam as escolas em busca de trabalho são vitimas constantes da desigualdade social, visto que, por não terem um alto grau de escolaridade não conseguem bons empregos, sendo assim, geram um “ciclo da pobreza” já que seus filhos teram de seguir o mesmo caminho dos pais para ajudar nas despesas e começarem a trabalhar precocemente.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem a evasão escolar. Logo, cabe ao governo junto ao MEC, criarem políticas que melhorem a qualidade do ensino público, escolhendo profissionais capacitados para o trabalho e criando aulas mais didáticas a fim de chamar a atenção do aluno a permanecer na escola. Desse modo, também podem criar palestras dentro das escolas com o depoimento de pessoas que tiveram suas vidas transformadas pela educação, a fim de estimularem os alunos a permanecerem estudando.