Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 30/10/2019
Karl Marx afirma que é preciso modificar o mundo. Um olhar em direção a realidade confirma que viver em sociedade significa estabelecer propósitos coletivos. Outrossim, no panorama atual, a visão coletiva para a classe jovem estudantil deve ser enfatizada, uma vez que a evasão escolar no Brasil tem se tornado fator principal para dificuldades socioeconômicas futuras. Sendo assim, o subterfúgio escolar se torna um problema de cunho social e governamental, merecendo um olhar crítico, a fim de minimizar esse impasse.
Sob essa conjuntura, os jovens postergam o pensamento racional de um futuro próspero e saem precocemente das instituições de ensino. Nesse entrave, inclui-se como causa para evasão escolar maciça a situação econômica desfavorável desses indivíduos, que se inserem no mercado de trabalho, muitas vezes, para impedir a subalimentação de suas famílias. Ademais, o desfalque de incentivo e a prática de bullying escolar são motivos pertinentes para o desinteresse dos estudantes, que são oprimidos diariamente e formulam pensamentos negativos no âmbito estudantil. Isto posto, comprova a necessidade do olhar empático da sociedade para esse dilema, como preconiza Durkheim, descrevendo a relação condicional do indivíduo com a população nos problemas sociais.
Pelo exposto, o exacerbado desvio do estudante da educação básica de ensino gera desafios graves, como o avanço da desigualdade social. Essa problemática tem por conseguinte a impossibilidade de melhoria de renda e o monopólio, nas mãos da classe com melhores oportunidades, de empregos bem remunerados. Em virtude disso, jovens que sofreram a evasão escolar se tornam reféns de empregos insalubres, facilitando, muitas vezes, a entrada para o mundo do crime e a transgressão de uma melhoria de vida lícita. Assim sendo, fica claro que as escolhas da infância estudantil acarretam consequências ao longo da vida, como prega Freud, que explica a repercussão das vivências da infância influenciadas na vida adulta.
Em suma, a ferramenta para o sucesso humano é a educação, como defende Imamanuel Kant, que estimulada corretamente traz benefícios socioeconômicos. Convém, portanto, ao Ministério da Educação a criação de um sistema de educação integral, cujo intuito será manter o aluno na maior parte do dia nas instituições e impedir o abandono escolar, o que deve ocorrer em regiões de baixa renda e de maior probabilidade de delitos pelos jovens. De fato, esse ato deve ser realizado por cunho governamental e recurso financeiro público, conquanto contar com o apoio da família para o incentivo ao comparecimento dos jovens à escola, afim de elevar as possibilidades futuras e diminuir a desigualdade social brasileira, ratificando a ideia marxista sobre a importância de transfigurar o mundo.