Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 30/10/2019

Segundo dados divulgados pela organização “Todos pela educação” 62% dos jovens com 19 anos abandonaram ou nunca frequentaram a escola. Os índices de evasão são preocupantes e os principais atingidos são os indivíduos que por meio da educação podem mudar sua precária situação econômica e social. Ademais, os fatores mais relevantes são: gravidez precoce, trabalho e desinteresse.

Aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade social são os mais afetados. Muitas crianças e adolescente das periferias, em sua maioria pobres e negros, iniciam cedo sua carreira de trabalho para  contribuir com a renda familiar, a qual busca alcançar ao menos as necessidades básicas. Dessa forma, sua dedicação aos estudos e frequência em sala de aula diminuem.

Além disso, alguns alunos perdem o interesse na escola por ter métodos de ensino “mecânicos”, os quais não se adaptam a realidade dos discentes e não interagem afetivamente com esses. Para mais, a maioria dos estudantis com dificuldades  de compreender e acompanhar  os assuntos ensinados em aula não recebem motivações tanto da escola como dos pais. Esses são responsáveis por transmitir valores e costumes, os quais serão interiorizados por seus filhos no processo de socialização. Entretanto, nem todos os pais entendem ou sabem da importância da  educação por serem analfabetos ou não terem finalizado seu ensino.

Outrossim, a desinformação de jovens a cerca da educação sexual acarreta gravidez precoce. Consequentemente, pela necessidade de redirecionar seus esforços, a adolescente ausenta-se do processo educacional. Após a gravidez ela encontra mais dificuldade para voltar e permanecer na escola: alguém para cuidar de seu filho enquanto estuda e conciliar aprendizado com trabalho, já que seus gastos aumentaram.

Destarte,tendo em vista os pontos apresentados acima cabe ao Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Ciência Tecnologia Inovação e Comunicações criar um “Software”.Esse faria a análise do número de faltas dos discentes e emitiria alertas para aqueles com baixa frequência.Em seguida,o coordenador estabelece diálogo com o professor sobre o desempenho e comportamento do aluno em sala,para então dirigir-se a casa dos responsáveis por ele.Na residência terá conhecimento das problemáticas enfrentadas pela família e proporá soluções para os problemas como: apontar a importância da educação para mudanças socioeconômicas,motivá-los,indicar acompanhamento psicológico, tanto para membros da família quanto para o estudantil.Dessarte, com a estabilização da instituição familiar o aluno poderá dedicar-se e desenvolver mais interesse pela escola. Consequentemente, a evasão escolar diminui e as possibilidade de mudança aumentam.