Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 30/10/2019

De acordo com dados divulgados pelo IBGE, 731 mil alunos ainda estão fora das instituições de ensino, e com isso, o Brasil possui terceiro maior índice de evasão escolar do mundo. Esses dados, infelizmente, evidenciam a preocupante situação enfrentada pela educação brasileira, principalmente, no que diz respeito ao abandono escolar, que, por sua vez, é agravado por inúmeros fatores, como o descaso do Estado e a situação econômica desfavorável. Dessa forma, percebe-se que tal problemática torna-se alarmante e deve receber total atenção das autoridades.

A princípio, aspectos governamentais estão entre as principais causas da evasão escolar no país. Segundo o artigo 205 da Constituição Federal de 1988, o Estado deve garantir qualidade e universalização do ensino para todos os cidadãos. No entanto, as escolas públicas enfrentam uma realidade precária em razão da má gestão de verbas, logo, há falta de materiais e, principalmente, de um ensino qualitativo, no qual deveria motivar e inspirar o aluno sobre a necessidade educacional. Nesse contexto, a realidade da educação brasileira é análoga ao documentário ‘‘Pro dia nascer feliz’’, uma vez que o diretor João Jardim, certamente, evidencia essa precariedade enfrentada pelos estudantes.

Ademais, a questão socioeconômica dos alunos também é um agravante para tal problemática. Nesse sentido, a plataforma de informação ‘‘G1’’ mostra uma pesquisa feita em 2017, em que, a necessidade de trocar os estudos pelo trabalho afeta 23% dos estudantes que abandonam o sistema educacional. Isso acontece porque, na maiorias das vezes a família precisa de mais uma fonte de renda para sustentar-se, logo, o foco do adolescente é desviado da educação para o âmbito trabalhista e, por conseguinte, acabam largando de vez as salas de aula. Em suma, medidas devem ser tomadas para que não haja uma estagnação do desenvolvimento social.

Entende-se, portanto, que a negligência do estado e a situação econômica desfavorável do indivíduo ainda são problemáticas vigentes no Brasil. Cabe, então, ao Ministério da Educação investir nas estruturas das instituições de ensino por meio de verbas públicas, que sejam destinadas ao qualificamento do ensino, para que os estudantes sintam-se integrados ao ambiente educacional e, consequentemente, mais motivos à continuar. Além disso, o governo poderia estabelecer apoio financeiro à pessoas que não conseguem manter-se economicamente, por meio da disponibilização de bolsas mensais, a fim de efetivar a permanência desses nas escolas. Assim, será possível, aos poucos, mudar esse quadro que afeta o mundo inteiro.