Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 31/10/2019

Dados divulgados em um estudo feito pelo Instituto Unibanco expõem que 1,3 milhões de jovens, entre 15 e 17 anos, deixaram a escola sem concluir os estudos e que mais da metade desses mesmos alunos nem concluíram o ensino fundamental. Dessa forma, é notável que a evasão escolar é uma realidade presente no país, a qual pode estar associada a diversos fatores, em especial à falta de interesse e à situação econômica do núcleo familiar.

Primeiramente, a falta de interesse dos jovens deve ser considerada como um dos principais motivos para o abandono escolar, pois, com um modelo de ensino tradicional, que não foi adaptado para a realidade dos alunos, a desmotivação se torna cada vez mais frequente. Desse modo, o filósofo Immanuel Kant, ao retratar a educação como formadora do homem, permite a compreensão de que essa evasão escolar deve ser evitada, porque irá limitar o desenvolvimento pessoal. Dessa maneira, medidas que visem reformular os métodos de ensino devem ser tomadas.

Outrossim, a situação econômica das famílias também contribui para o abandono escolar, em razão da pobreza e da falta de perspectiva do aluno para com seu futuro. Diante disso, o princípio do Determinismo, o qual estabelece que o meio influencia o comportamento e as ações humanas, corrobora com a situação evidenciada, na medida em que, um local com baixa qualidade de vida e oportunidades, concentra mais estudantes que não terminam os estudos. Logo, nota-se que o poder econômico do núcleo familiar, aliado ao meio no qual está inserido, direciona as atitudes a serem tomadas pelo aluno.

Portanto, o Ministério da Educação deve promover a reformulação do ensino, a partir da introdução de equipamentos tecnológicos no meio escolar, como computadores e tablets, com o intuito de aproximar a forma como o conhecimento é transmitido com a realidade da maioria dos alunos, de modo a captar a atenção dos estudantes e diminuir o índice de evasão escolar. Além disso, as escolas devem promover uma análise do perfil e da situação econômica do aluno e, assim buscar inserí-lo de modo efetivo no ambiente escolar, com o deslocamento de professores até as residências do estudantes de baixa renda, duas vezes por mês, visando um trabalho em conjunto com o grupo familiar e, com isso, reconhecer as necessidades sofridas, criar uma relação de confiança e apoio ao aluno, evitando que ele evada.