Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 30/10/2019
Conforme o artigo 3º da Constituição brasileira, é objetivo do Estado garantir o desenvolvimento nacional. No entanto, a evasão escolar e a realidade no Brasil, indubitavelmente, representam um obstáculo que dificulta a efetivação do que o artigo consta. Assim, cabe a análise acerca da causas, consequências e possível solução da problemática.
Segundo o filósofo inglês John Locke, o Estado, por meio de um contrato social, deve garantir o bem-estar à população. Entretanto, tendo em vista a negligência governamental em não garantir políticas públicas, possibilita o aumento da evasão nas escolas perante a realidade brasileira. Dessa forma, tem-se como seguimento, cada vez mais jovens de baixa renda, que trocam com frequência os estudos por um trabalho precário. Logo, é preciso um novo posicionamento das autoridades diante do problema.
Ademais, é importante ressaltar o efeito da falta de interesse dos adolescentes no impasse. Decerto, a escola, de forma geral, contribui para o desenvolvimento crítico de um indivíduo. Nota-se, porém, que os ambientes estudantis não abordam a importância da permanência dos estudantes no colégio, o que, infelizmente, resulta em cidadãos sem acesso a educação básica e inserção incerta no mercado de trabalho. Para o educador e filósofo Paulo Freire, a ausência de uma base educacional dificulta o processo de uma sociedade.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Urge que o Ministério da Educação (MEC) crie por meio de verbas governamentais, projetos nas escolas sobre a relevância dos estudos para o futuro, com palestras ministradas por profissionais especializados para esclarecer e debater todas a dúvidas dos alunos, pais e professores. Além disso, as instituições de ensino deverão enviar sugestões para as autoridades à frente do que foi debatido para combater a evasão escolar. Espera-se, com isso, a efetuação do item 3º da Constituição Federal.