Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 31/10/2019

Apesar de se destacar enquanto potência econômica mundial, o Brasil vivencia problemas sociais arcaicos, como a evasão escolar, em que muitos alunos acabam por abandonar os estudos e, com isso, entram para uma parcela significativa da população com o ensino básico incompleto. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude do desinteresse por parte de alguns estudantes e da omissão familiar.

Primeiramente, é imperativo destacar que existem muitos fatores que levam o jovem a perder a vontade de aprender. Entre eles, pode-se apontar a precariedade do ensino, a falta de motivação por parte dos professores e até mesmo questões de violência dentro das escolas, como o bullying e tráfico de drogas. Nessa esteira, segundo dados do Banco Mundial, cerca de 25% dos brasileiros com idade entre 15 a 17 anos abandonam os estudos anualmente. Com isso, nota-se que, infelizmente, muitos adolescentes desprezam a importância dos estudos, o que vai contra os ideais do filósofo Immanuel Kant, o qual dizia que  o ser humano não é nada além daquilo que a educação fez dele.

Por conseguinte, é necessário pontuar a importância da família na consolidação de ideais básicos na vida do cidadão, por exemplo, no incentivo à permanecia do aluno em relação à vida acadêmica. Assim, de acordo com o Sociólogo Max Weber, as pessoas mais próximas de um indivíduo possuem grande poder de persuasão sobre ele, o que caracteriza uma “Ação Social”. Assim, um exemplo disso é na série “Sintonia”, da Netflix, em que o jovem Doni tenta abandonar seus estudos para seguir com o sonho de se tornar um cantor de funk, mas sua família e amigos influem fortemente impedindo que ele aja dessa forma. Desse modo, vê-se que os parentes são instrumentos imprescindíveis no combate à saída escolar.

Infere-se, portanto, que uma parcela significativa da população brasileira tende a abandonar o ensino anualmente. Nessa lógica, medidas exequíveis são necessárias para solucionar tal conjuntura. Para isso, urge que o Ministério da Educação, por meio de impostos arrecadados, financie um projeto de acompanhamento pedagógico para ser realizado dentro das escolas públicas - em um trabalho conjunto que una os profissionais educadores e as famílias dos estudantes. Dessa forma, o objetivo dessa ação é focar na qualidade de aprendizado do aluno, saber se ele está bem, quais as dificuldades enfrentadas e avaliar as condições da instituição para garantir a permanência do jovem na vida acadêmica. Destarte, será possível minimizar a ocorrência de evasões escolares no Brasil, para que assim o pais seja reconhecido não só pelo potencial econômico, mas também pela qualidade de ensino.