Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 30/10/2019

Em um contexto de revolução fábril, na Inglaterra do século xviii, na qual a infância era inexistente e a exploração trabalhista infantil era comum, crianças eram impossibilitadas de terem acesso a educação. No Brasil a lei atual obriga que cidadãos de 6 a 14 anos estejam na escola para cumprir o ensino fundamental, porém, em virtude de gravidezes precoces e de baixa renda, a evasão escolar e a realidade brasileira ainda são problemas que precisam ser mitigados.                                                          No primeiro plano, em decorrência da necessidade de cuidados especiais, as gestações em período educacional, cedo, são um dos principais motivos para a evasão escolar atualmente. Esse problema ocorre principalmente em regiões periféricas do contexto urbano -mais pobres-, e segundo a teoria sociológica de Durkheim -pai da sociologia-, pode ser considerado um infeliz fato social. Isso decorre de uma raiz sociológica da revolução industrial, onde o fundamento de existência das classes mais baixas -proletariado-, era formar a prole que assumiria um dia o papel de mão de obra explorada. Desse modo, tendo isso em mente, é necessária a conscientização dessas populações para que o número desses casos seja atenuado.                                                                                                                                        Além disso, vale ressaltar, a falta de capital para a assegurar o bem estar das familias também aparece como uma das causas protagonizadoras do abandono escolar. Isso se deve a inevitabilidade de esses jovens largarem os estudo para ajudar a complementar a renda. Consequentemente, a falta de estudo, no futuro, provavelmente ocasionará más remunerações, que por sua vez, serão insuficientes para manter um núcleo familiar, e assim terá criado forma um ciclo vicioso. Portanto, é preciso que ações sejam tomadas para evitar esse padrão repetitivo.                                                             Destarte, é mister que hajam medidas a fim de mitigar as causas de abandono escolar. Dessa forma, é necessário que desde cedo professores – biólogos e sociólogos- advirtam os estudantes acerca dos métodos contraceptivos, por meio de aulas especiais, para evitar ocasião de gravidezes precoces. Outrossim, o Ministério da Economia, em conjunto da rede privada, deve criar subsídios para compras alimentícias exclusivamente para famílias com filhos matriculados na educação pública, visando tornar desnecessário o abandono dos estudos para complementar a renda.