Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 31/10/2019

A instituição de ensino, introduzida no Brasil no século XVI pelos padres e jesuítas, é uma valiosa ferramenta de democratização do conhecimento e preparação para o mercado de trabalho. No entanto, é fato que a evasão escolar se mostra um grande problema, visto que um grande número de alunos abandona tal instituição. Isso ocorre, principalmente, devido à falta de interesse dos educandos em dar continuidade ao seu processo de aprendizagem, o que os deixa em situação de vulnerabilidade social.

Primeiramente, cabe destacar o que leva um individuo a perder o desejo pelos estudos e, por conseguinte, abandoná-los. A esse respeito, uma pesquisa realizada em 2009 pela Fundação Getúlio Vargas mostrou que dos jovens de 15 a 17 anos que evadiram 40,3% tinham desistido por falta de interesse. Nesse sentido, o principal motivo é a falta de consciência dos estudantes acerca da importância da educação para o seu futuro. Pois, uma vez que não conhecem os benefícios que tal instituição proporcionará e as dificuldades que enfrentarão ao abandoná-la, não há mais motivos lógicos para frequentá-la.

Ademais, é imperioso salientar as adversidades que serão enfrentadas pelos indivíduos que largarem a escola. Nessa perspectiva, a principal dificuldade é ingressar no mercado de trabalho, já que os empregos de maior remuneração e melhor conforto laboral exigem formação profissional. Nos concursos públicos, por exemplo, os salários são equivalentes ao nível de escolaridade; mesmo o menor salário requer ao menos o nível fundamental completo, e aos que não o possuem se torna praticamente impossível garantir o mínimo de estabilidade e qualidade de vida.

Portanto, torna-se evidente como a falta de conhecimento sobre as vantagens do ensino desmotiva o aluno e o leva à desistência . Logo, a fim de diminuir os casos de evasão escolar, cabe ao Estado, na forma do Ministério da Educação, conscientizar os estudantes sobre a importância da educação para o seu futuro, por meio de palestras ministradas nos colégios que evidenciem como a formação é decisiva para realização profissional. Tais eventos também devem apontar as dificuldades vivenciadas por aqueles sem diplomas. Desse modo, essa instituição tão importante, presente no Brasil desde século XVI, poderá beneficiar de maneira mais eficaz os cidadãos do século XXI.