Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 30/10/2019
A Constituição Federal de 1988, estabelece que a educação é um direito de todos e um dever do Estado e da família. No entanto, os índices de evasão escolar no Brasil crescem ano após ano. Nesse cenário, vale ressaltar que para o abandono das aulas, existem tanto motivos pessoais, oriundos da família do aluno, quanto estruturais e de planejamento por parte das escolas. Essas mazelas são inconcebíveis e merecem um olhar mais crítico de enfrentamento.
Em primeiro lugar, é importante perceber como a família, do ponto de vista socioeconômico, catalisa a desistência dos estudos. Diversos são os casos de famílias em situação de pobreza, que precisam que seus filhos larguem a escola para trabalhar e complementar a renda dos responsáveis. O grande problema é que, como disse o inventor Benjamin Franklin: “o talento sem educação é como a prata na mina”. De forma análoga, o cidadão troca a escola pelo trabalho, comprometendo assim, a sua formação profissional e consequentemente o seu futuro, o que é gravíssimo para um país que busca o progresso.
Em segundo lugar, as aulas ultrapassadas, a estrutura física das escolas em estado precário e até mesmo sua localização, agravam a evasão escolar. No contexto do conteúdo ensinado, é importante notar que os alunos não entendem como aquele conhecimento os ajudará no futuro. Além disso, é vergonhosa a estrutura das escolas públicas, que sofrem com a falta de materiáis de limpeza, até mesmo a de mesas para os estudantes nas salas. Em adição, a dificuldade de acesso, face a ausência de transporte escolar somatizado pelas vias sem pavimentação, tornam a missão de reter e formar cidadãos cada vez mais difícil.
Diante do exposto, segundo o jornalista George Shaw, é impossível o progresso sem mudança. Dessa forma, o governo, na forma do Ministério da Cidadania, deve expandir o Bolsa Família àquelas famílias com crianças em idade escolar e em situação de pobreza. Cabe também ao Ministério da Edudação, a criação de um plano de reestruturação tanto do ensino quanto predial e material, através da aplicação dos royalties do petróleo na reforma de escolas e na elaboração de conteúdo atualizado e conectado com as necessidades dos alunos. Somente assim, seria possível tornar a escola interessante para os alunos, colaborando com sua retenção e formação.