Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 30/10/2019

O ato realizado por um aluno de abandonar à escola durante ou após o ano vigente, classifica-se como evasão escolar. Tal problema, afeta nos dias atuais, aproximadamente, 1,3 milhão  de jovens ente 15 e 16 anos no Brasil, segundo o IBGE. Dessa forma, os principais motivos que levam os estudantes a cometerem isso são a falta de infraestrutura das escolas e a necessidade de trabalho para o aumento da renda familiar.

Em vista disso, segundo a legislação brasileira, o ensino fundamental é obrigatório, sendo responsabilidade do Estado oferecer educação integral. Porém, as escolas não são atrativas, fazendo com que os discentes percam o interesse em continuar frequentando. Desse modo, fatores como a má qualidade de ensino, as aulas exaustivas e até mesmo a violência - tendo como exemplo em 2018, a invasão na escola Suzano, em São Paulo - deixam os alunos cada vez mais desacreditados e amedrontados.

Além disso, a precariedade encontrada na realidade de muitos educandos também motiva a evasão. Portanto, muitas vezes, em situações de miséria ou até mesmo de fome, eles preferem trabalhar a estudar, deixando então as escolas para ajudar no sustento de suas famílias. Logo, como não há muitas oportunidades e nem condições adequadas para o estudo noturno, essas pessoas acabam não voltando a frequentar a escola.

Em virtude do que foi mencionado, é necessário que o Estado selecione professores mais capacitados  através de concursos e provas bem específicos, é preciso também, fiscalizar melhor os investimentos feitos nas instituições através da análise dos gastos. Ainda assim, precisa-se aumentar as vagas e melhorar as condições para o estudo noturno, possibilitando então, a educação aos indivíduos que trabalham durante o dia. Logo que, segundo o educador Paulo Freire, a educação não muda o mundo, muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo.

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