Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 30/10/2019
Segundo Immanuel Kant, ‘‘o homem é aquilo que a educação faz dele’’. Essa máxima remete, hodiernamente, a necessidade do indivíduo de frequentar a escola para obter êxito em suas formações letivas. Entretanto, quando se trata de presença escolar, o Brasil enfrenta problemas significados em decorrência da evasão, que pode ocorrer pela distância do ambiente de seus alunos ou pelo desinteresse dos mesmos em frequentar as aulas.
Em princípio, é válido relembrar a série ‘‘Anne Com E’’, que conta a história de uma personagem órfã que mora em uma fazenda no Canadá e, mesmo com a distância de seu lar até sua escola, sempre faz o percurso com entusiasmo. No entanto, na vida real, morar longe do local de estudos é um problema para os alunos, principalmente quando enfrentam problemas financeiros. Nessa perspectiva, a evasão é justificada por motivos maiores que as escolhas dos indivíduos.
Tendo isso em vista, nota-se que o aspecto financeiro influencia a frequência na escola. Isso ocorre, pois, quando a família possui dificuldade para complementar a renda, o jovem escolhe ajudá-los e deixa os estudos em segundo plano. Em contra partida, fazer parte de ambiente em que a renda não é um problema pode desencorajar o aluno, caso ele justifique sua formação apenas em virtude de ascensão financeira. Essa realidade é evidenciada pelos dados do Banco Mundial, que aponta um percentual de evasão de 52% nos últimos anos.
Percebe-se, portanto, que vários aspectos corroboram para a evasão escolar. Por isso, é necessário que o governo viabilize transportes públicos que cheguem até os alunos mais necessitados e mais distantes. Isso deve ser feito pelo direcionamento de subsídios específicos à Secretária de Transporte de cada Estado. Estas, por sua vez, devem gerir o investimento promovendo estudo sobre os municípios mais distantes, para que o coletivo chegue até alunos. Assim, o problema de frequência nas aulas poderá ser evitado.