Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 30/10/2019
A educação equitativa é um dos 17 objetivos de desenvolvimento Sustentáveis propostos pela Organização das Nações Unidas para serem alcançados até 2030. No Brasil, essa meta pode não ser atingida haja Vista, entre outros fatores, a sua alta taxa de evasão escolar.Nesse sentido esse fato pode ser atribuído, sobretudo, ao seu legado histórico e a má gestão dos recursos públicos.
Em primeira análise, de acordo com o pensamento Historiador grego Heródoto, é fundamental refletir o passado para que o presente seja compreendido. Sob essa ótica, cabe salientar que, durante séculos, o país foi regido por formas de governo as quais não se preocuparam em assegurar de forma homogênea o acesso aos direitos fundamentais, principalmente à educação. Prova disso, o país aguardou até proclamação da república, em 1889, para que a organização de um sistema de instrução pública e gratuita fossem implementados. Logo, após mais de um século, a escolarização todavia não foi universalizada, uma vez que mais de 2 milhões de jovens deixaram a escola segundo Censo Escolar de 2018, o que prova que a sociedade atual herdou em sua estrutura a omissão histórica da garantia da formação educacional de forma homogênea em sua população.
Outrossim, outro fator que deve ser considerado é o mau uso dos investimentos pelos agentes públicos. Nesse viés, embora muito seja afirmado que o investimento do país em educação é insuficiente, vale ressaltar que essa afirmativa não procede, pois conforme pode ser observado nos dados do Tesouro Nacional, aproximadamente 6% do PIB é utilizado para esse fim, percentual que supera grande parte dos países desenvolvidos.. Não obstante, conforme destacado pelo Instituto de Ensino e Pesquisa, a escolaridade brasileira é inferior a países como Chile e Peru. Diante disso, torna-se evidente que maior parte dessa verba não está sendo aplicada de forma concreta seja pela gestão não planejada dos recursos, ou pelo desvio, considerado a sua conjuntura a qual pode ser classificada como uma das mais corrutas do mundo. Assim, falta-se de infraestrutura que programas eficientes que mantenham os jovens no núcleo núcleo escolar até sua formação.
Desse modo, para tornar executável a proposta da ONU destinada em ampliar o acesso à escolaridade, o Governo Federal deve criar um plano nacional da gestão de recursos, por meio da planificação pormenorizada de cada verba aplicada, especialmente na educação. Logo, essa ação, a longo prazo, tornará possível o acesso com mais equidade a um processo à escolarização mais eficiente, com a melhoria em infraestrutura e do ensino, o qual deve ser voltado em incentivar a permanência na sala de aula. Com isso, será possível mitigar as consequências históricas as quais por tanto tempo impediram a formação educacional efetiva e universal no Brasil.