Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 31/10/2019
Paulo Freire foi um grande escritor e filósofo brasileiro, sendo nomeado o patrono da educação do país. Segundo ele, a educação deve levar em consideração a vivência e a cultura de cada indivíduo. Tendo em vista essa linha de pensamento, é possível associar o astroso crescimento de pessoas interrompendo os estudos no Brasil à necessidade de complementar a renda familiar e o desinteresse estudantil. Diante disso, torna-se indispensável a análise dos fatos que levam a essa problemática.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os jovens de baixa renda formam o maior grupo de pessoas que trocam os estudos por um trabalho, comumente precário. Isso se dá pela fragilidade do mercado de trabalho nacional, no qual os responsáveis por tais jovens não são capazes de conseguir um emprego ou sustentar a família com um salário mínimo, provocando o aumento constante do índice de evasão escolar na fase da adolescência.
Ademais,é válido ressaltar que a falta de interesse entre os jovens corrobora o abandono de seus direitos, uma vez que, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), faltas excessivas sem justificativas aparentes ferem os mesmos. Sob esse âmbito, é possível observar a carência de incentivo parental, no qual frequentemente a família não possui o conhecimento prévio para estimular os estudos. Em consequência disso, faz-se essencial a expansão de projetos que incentivem a permanência nas escolas promovidos pelo governo no Brasil.
Fica evidente, portanto, a inevitabilidade de medidas para evitar a evasão escolar no atual panorama social. Dado o exposto, cabe ao Ministério da Educação promover fiscalizações para garantir a participação efetiva dos jovens nas redes de ensino, aumentando verbas, com o intuito de assegurar os direitos dos estudantes. Além disso, cabe ao Ministério da Cultura promover propagandas e palestras por meio de mídias sociais como internet e televisão, para fomentar o interesse de crianças e adolescentes no âmbito estudantil e, desse modo, promover a educação de forma homogênea às necessidades dos cidadãos brasileiros.