Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 31/10/2019

Decorrente de diversos motivos socioculturais associados com a situação precária da atual conjuntura brasileira, a evasão escolar constitui-se como um dos principais obstáculos da educação nacional, afetando a aproximadamente 1,3 milhões de jovens entre 15 e 17 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nessa perspectiva, o alarmante problema, envolvido principalmente de fatores domésticos e financeiros, que afetam psicologicamente o aluno e urgem de resoluções que visem amenizar essa condição.

Constituindo-se como um fator decisivo e fundamental ao tratar-se de escolaridade, o núcleo familiar é de suma importância no desenvolvimento juvenil em geral. Portanto, assim como em outros fatores, a família influencia diretamente no desempenho escolar de cada um. Nesse ponto de vista, um dos fatores de imprescindível contribuição para a evasão escolar surge de problemas familiares em âmbito domiciliar, tais como divórcio, brigas ou mesmo dificuldades financeiras, que podem afetar psicologicamente o jovem e acarretar, entre outras problemáticas que afetam  como comportamento violento, ansiedade ou depressão, na evasão escolar.

Entretanto, além de influência no psicológico individual, dificuldades financeiras acarretam em outras crises de forte impacto na evasão escolar, uma delas corresponde à dificuldade de locomoção. Nesse aspecto, muitos alunos, principalmente na rede pública devido à instável conjuntura nacional, não partilham de condições financeiras favoráveis a ponto de conseguirem um efetivo transporte para a escola, visto que o transporte escolar fornecido pelos municípios não estende-se à todas as redes de ensino, o que acarreta na queda do rendimento escolar e, consequentemente, numa eventual evasão.

Consoante exposto e abordado, caracterizam-se necessárias as medidas que busquem amenizar a emblemática com relação à evasão escolar decorrente da realidade brasileira, que encontra-se instável.

Com o intuito de amenizar os impactos dos impasses psicológicos decorrentes do domicílio e que levem o aluno a ausentar-se, o Ministério da Educação, associado ao Ministério da Saúde, deve, por intermédio das Secretarias Estaduais de Saúde, destinar verbas às escolas com a específica finalidade de promover assistência psicológica em âmbito escolar. Para atuar no que diz respeito ao transporte escolar, espelhando-se nas instituições federais de ensino, o Ministério da Educação, com suporte das Secretarias Estaduais de Educação, devem, por meio de projetos a níveis estaduais adaptados à situação vigente em cada estado, destinar verbas individuais e específicas para transportes escolares com o propósito de atender à demanda por locomoção e amenizar as dificuldades de translocação para a escola. Dessa forma, ameniza-se a condição e contribui-se para um próspero e educativo futuro.