Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 31/10/2019

No século XIX, a chegada da família real ao Brasil trouxe consigo a modernização do país, com a construção de escolas e universidades. Entretanto, em pleno século XXI, ergue-se um empecilho a esse desenvolver: a evasão escolar de jovens brasileiros. Tal questão merece zelo, pois além de ferir direitos fundamentais segue enraizada a realidade do país.

Primeiramente, é valido ressaltar que embora a Constituição Federal de 1988 assegure a educação como direito inalienável ao ser humano, tendo-a como célula provedora de desenvolvimento da cidadania e da qualificação profissional, parece que isso não está acontecendo como deveria, pois muitos estudantes perdem ou abrem mão desse direito por motivos secundários. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cerca de 1,3 milhões de jovens entre 15 e 17 anos deixam a escola sem concluir os estudos, dos quais 52% desses não concluíram sequer o ensino fundamental. Evidenciando a urgência da tomada de medidas pelo Estado, famílias e sociedade.

Em segunda análise, pode-se mencionar o baixo grau de instrução familiar como impulsionador do problema. Desse modo, segundo o educador Paulo Freire, no seu conceito de “Educação Libertadora” o ensino deve ser capaz de estimular a reflexão, levando o indivíduo à libertar-se da situação a qual encontra-se sujeitado. De forma análoga, um jovem que se vê entre ter que trabalhar, gravidez, necessidade de ajudar em casa ou estudos, tende a buscar orientação dos pais ou mais experientes nessa decisão, que por sua vez, se não tiverem sido educados reflexivamente agem no imediatismo não pensando em consequências futuras, o que os leva, muitas vezes, a optar pelo abandono escolar.

Portanto, com intuito de trazer os jovens à conciliação com o convívio escolar é de suma importância que os Estados, em parceria com o Ministério da Educação e a mídia, promovam debates, palestras, congressos, visitas familiares e acompanhamento pedagógico. Por meio da formação profissional de professores voltada para o atendimento individual de cada aluno, cartazes, propagandas, reuniões escolares semanais com educadores e psicólogos, que auxiliem a população bem como os jovens estudantes da importância da se manter estudando e que fomentem nos alunos interesse e reflexão acerca do tema de modo que a visão do estudo como estruturador familiar seja elevada, consequentemente gerando indivíduos cada vez mais engajados na modernização e desenvolvimento do país.