Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 31/10/2019
“O modo mais eficaz de ser útil a pátria é educar o seu filho” disse o escritor português Ramalho Ortigão, afirmando o quão importante a educação é no desenvolvimento do individuo e respectivamente, de sua nação. Desde os tempo da Roma Antiga, onde os professores e filósofos eram vistos como uma figura patrona da sociedade, a educação vem sendo usada como uma arma fundamental na fermentação de ideias e colaborou não só de forma teórica, como prática na criação e inovação de teses e tecnologias.
No Brasil, de acordo com a Constituição Federal de 1988, assegura-se ao Estado e a família a responsabilidade de que todos os cidadãos tenham o direito a educação. O desenvolvimento pessoal e profissional do povo brasileiro são os principais objetivos desse requerimento, que visa o preparo da atuação do individuo na sociedade. Ainda de acordo com a Constituição, todos devem ter condições de acesso e permanência no ensino igualitárias.
No entanto, é grande o número crianças, adolescentes e jovens que não usufruem do direito a educação. A falta de escolas em muitos municípios, principalmente nas zonas rurais, faz com que essas pessoas tenham que se dirigir, na maioria das vezes, a uma instituição com grande distância de suas residências. Sem o aporte financeiro de pagar um meio de locomoção e a impossibilidade de irem diariamente a pé até a escola, esses alunos acabam desistindo da possibilidade de aprender.
Portanto, é fundamental que atitudes em prol dessas pessoas sejam tomadas. Cabe ao Ministério Publico, em parceria com as Prefeituras Municipais e suas secretarias, a elaboração e construção de novas escolas, em localizações especificas que garantam um fácil acesso a população. Em locais onde a edificação desses colégios não seja possível, a liberação de recursos que auxiliem financeiramente a locomoção dos estudantes dessas zonas até seus respectivos colégios deve ser garantida pelo governo. Dessa forma, será possível que o Brasil caminhe em direção a uma nova realidade, onde a democratização da educação esteja mais próxima de se alcançar.