Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 01/11/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a evasão escolar apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da negligência governamental às escolas, quanto da condição económica dos jovens. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento social.
Em primeira análise, é valido pontuar que a evasão escolar deriva da baixa atuaçao dos setores governamentais, na criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridas, tanto no mal investimento em infraestrutura das escolas, quanto na contratação de profissionais, que visem o ensino de qualidade e a uma assistência ao aluno para um melhor rendimento escolar. Tal fato, resulta-se em um desinteresse por parte do aluno a continuar na escola, assim não tendo uma boa formação. Desse modo, necessita-se a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Outrossim, cabe ressaltar a situação económica precária dos jovens como promotor do problema. De acordo com IBGE, junto ao Ministério da Educação (MEC), os jovens de baixa renda que vivem em situações precárias, tem mais chances de abandonar o ambiente escolar. Partindo desse pressuposto, estes rapazes largam as escolas para ajuda na renda familiar, assim, provavelmente irão exercer trabalhos informais, desqualificados e instáveis. Logo continuam em classes mais baixa, ou até mesmo, entrarão no mundo da criminalidade. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, contribuindo para a perpetuação desse quadro deletério.
Interfere-se, portanto medidas que visem conter o avanço da problemática na sociedade brasileira.. Dessarte, com o intuito de mitigar a fuga escolar, necessita-se que o Poder Executivo direcione capital que. por intermédio do Ministério da Educação, será revestido em investimentos nas escolas, por meio de reformas na infraestrutura e na contratação de profissionais, que pretendam dar um ensino de qualidade e ao acompanhamento emocional e escolar do aluno. Logo com tais medidas, diminuirá o desinteresse dos jovens, assim, continuando nas escolas e tendo uma boa formação para entrada no mercado de trabalho formal. Desse modo, em médio a longo prazo, alcançará a Utopia de More.