Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 31/10/2019

Sucateamento. Pobreza. Esses são alguns dos fatores que contribuem para a evasão escolar no Brasil. É possível evidenciar essa realidade a partir de dados divulgados pelo INEP, Instituto Nacional de Estudos  e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, que apontam cerca de 2 milhões de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos fora da escola. Esse contexto representa um grande problema, por provocar danos aos âmbitos sociais e individual. Logo, remediar tal questão imprescindível.

Primeiramente, o sucateamento da educação pública é uma das causas da evasão escolar. Embora a carta magna do país defender que a educação é um direito de todos e um dever do estado, nota-se a negligência desse setor, no tocante à falta de verbas para a garantia desse direito. As péssimas condições de algumas escolas são prova disso, pois um levantamento feito pelo Censo Escolar concluiu que somente 4,5% das escolas públicas brasileiras têm todos os itens de infraestrutura exigidos pela lei. Tal estudo levou em consideração o acesso a energia elétrica, abastecimento de água tratada, espaços para a prática esportiva e ainda a acessibilidade às pessoas com deficiência. Por consequência , esse cenário de precariedade propícia a desistência do aluno, o que compromete a formação educacional desses indivíduos.

Em segunda análise, é valido destacar que a pobreza também é um fator que favorece esse problema. De acordo com o INEP 15% dos jovens entre 15 e 17 estão fora da escola, essa estatística está relacionada, segunda o órgão, ao envolvimento precoce dessas pessoas no mercado laboral. Essa iniciação imatura deve-se a situação de carência vivenciada por grande parte desses jovens, que na maioria das vezes não possuem artigos básicos para sobrevivência, como alimentação, produtos higiênicos, roupas e sapato. Esse fato, por sua vez, faz com que esses jovens abandonem a escola em prol de melhores condições de vida. Contudo, essa fuga do mundo educacional pode implicar prejuízos a suas perspectivas de empregabilidade, um mercado de trabalho menos capacitado e a longo prazo um aprofundamento das desigualdades sociais.

É importante, portanto, que medidas sejam tomadas para solucionar essa grave questão. É preciso que o Governo assegure uma infraestrutura básica no domínio escolar, por meio de investimentos elétricos, tratamento de água, quadra esportivas e mecanismos que possibilitem a acessibilidade aos deficientes físicos, para promover aos alunos instalações dignas no espaço educacional. Outrossim, cabe também ao Governo desenvolver ações voltadas para os alunos de baixa renda, por meio de cursos profissionalizantes e uma ajuda financeira mensal, tendo como exigência a permanência na escola, para assim  garantir uma condição econômica favorável à formação desses jovens.