Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 31/10/2019
O princípio do determinismo diz que, todos os fatos e ações humanas são predeterminados pela natureza. Os acontecimentos atuais tornam possíveis previsões de acontecimentos futuros. Dessa forma, se aplicado no cenário de evasão escolar, ao enjeitar os estudos, as pessoas estão propensas a uma má formação como cidadão, visto que a educação é um pilar do desenvolvimento pessoal e social do ser humano.
Fornecer o acesso a um estudo básico de qualidade é obrigação do Estado e da família segundo a Constituição Brasileira, entretanto, 52% dos jovens que abandonam os estudos não chegam a concluir nem o ensino fundamental. É elementar que se leve em consideração os fatores sociais que influenciam diretamente, como: a gravidez precoce, necessidade de trabalhar, falta de transporte escolar, doenças e falta de interesse.
Inegavelmente, essa lacuna educacional no cidadão o prejudica, causando poucas oportunidades de emprego e muitas vezes nenhum oportunidade de emprego em condições humanitárias. Isso quando não os inclinam à criminalidade, visto que, a sociedade posta na qual os integram é um meio capitalista, em que trabalhar é sobrevivência. De acordo com o MEC e o IBGE as maiores causas desse abandono é a gravidez e o trabalho, em decorrência disso, seria primordial o acompanhamento mais rígido dos agentes de saúde da família e da assistente social. Faz se necessário despertar no cidadão o desejo de evoluir e se desenvolver intelectualmente, o capacitando para um bom futuro, independente do meio social no qual está inserido.
Portanto, para que esse impasse seja solucionado, cabe ao MEC investir na infraestrutura e elaborar atividades extracurriculares que integrem o aluno à sociedade, despertando assim, mais interesse do mesmo em estar no ambiente escolar. A sensibilização da família no incentivo do ensino e no acompanhamento escolar, é primordial. Com essas medidas, a evasão escolar seria uma mazela passada para a sociedade brasileira.