Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 31/10/2019

A Carta Magna de 1988, norma de maior hierarquia no sistema judiciário brasileiro,assegura a educação como direito inerente a toda a população.Torna-se válido perceber, entretanto, que essa garantia nem sempre é colocada em prática, uma vez que a taxa de evasão escolar brasileira é a terceira maior do mundo, acarretando consequências como dificuldade de ingressar no mercado de trabalho e aumento da taxa de analfabetismo.

Diante desse cenário, faz-se possível relacionar a citação do educador brasileiro Rubem Alves: “As escolas podem ser comparadas a asas ou gaiolas, haja vista que proporcionam vôos ou perpetuam condições de exclusão”.Nesse sentido, infere-se a importância da educação para o desenvolvimento do país,uma vez que Theodore Schutz, economista e vencedor do prêmio Nobel de 1979,conclui que o investimento do país é diretamente proporcional ao seu desenvolvimento.

Seguindo essa premissa,torna-se imprescindível ressaltar que a evasão escolar pode gerar consequências prejudiciais à nação.Nesse sentido, é válido citar que o Brasil apresenta a terceira colocação mundial de crianças e adolescentes que estão fora da escola.Com isso, o IBGE divulgou que 9% da população brasileira é analfabeta.

Medidas, portanto, tornam-se necessárias para garantir pragmaticamente a educação, como preconiza a Constituição.Nesse sentido, o Ministério da Educação e Cultura, com auxílio da Secretaria de Educação, deve promover, em escolas públicas e privadas, para os funcionários, pais e responsáveis, palestras ministradas por pedagogos especialistas em evasão escolar, com o intuito de instruir e capacitar os responsáveis a detectar as possíveis causas que levam os alunos a largarem os estudos. Porém, quando os esforços da escola e da família são insuficientes, deve-se acionar o Conselho Tutelar ou o Ministério Público. Com isso, progressivamente, a taxa de evasão escolar brasileira decairá e, consequentemente, o desenvolvimento do país será alcançado.