Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 02/11/2019
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através desse fragmento do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que ao longo do seu desenvolvimento a sociedade encontra obstáculos em sua jornada. O aumento gradativo de evasão escolar constata esse pensamento. Ademais, tendo em vista que apenas trás malefícios e comprometem o futuro dessa nação, faz-se mister uma reflexão e também medidas que possam combatê-lo.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a educação é um direito de todo cidadão, no entanto, a forte presença do capitalismo na vida dessa sociedade corroborou para que alunos de baixa renda deixem de estudar para procurar emprego, com intuito de ajudar suas famílias. Contribuindo para uma precária inserção no mercado de trabalho, consequentemente, o futuro desses jovens é totalmente comprometido. De acordo com Zygmunt Bauman, vive-se em uma modernidade líquida, e a falta de solidez nas políticas educacionais, reflete esse argumento.
Por conseguinte, presencia-se a evasão escolar como corolário do problema. Destarte, em conformidade com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) cerca de 1,3 milhões de jovens deixam de frequentar as escolas no Brasil, evidenciando a gravidade da questão. No documentário Nunca me Sonharam, narra às mazelas da educação no Brasil, assim como as precariedades de seus ambientes. Partindo desse pressuposto, é indubitável que a falta de incentivos governamentais e o débil âmbito escolar diferem na supressão do empecilho, contribuindo para a perpetuação desse quadro deletério.
Portanto, medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Em primeiro plano, cabe à mídia em parceria com o Ministério da Educação (MEC), usufruir de seu poder persuasivo em campanhas de combate ao escape escolar, visando à conscientização de toda população sobre importância da educação para o futuro próspero dessa nação. Conquanto, o Governo deve investir na infraestrutura das instituições educacionais públicas, para que haja um ambiente seguro e confortável para a aprendizagem. Além disso, o mesmo deve criar um programa de “bolsa educação” no qual os alunos frequentes de escolas públicas, recebem auxílio financeiro, a fim de mitigar o abandono escolar por motivos financeiros. Pois, talvez assim essa sociedade possa começar a retirar essa pedra para seguir em frente em sua jornada.