Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 01/11/2019
Evasão escolar: uma questão social
O livro autobiográfico “O quarto de despejo”, de Carolina Maria, conta a história de superação da autora na realidade periférica, em que certo momento, teve que abandonar a vida escolar para trabalhar em busca de se manter financeiramente e cuidar de seus filhos. Analogamente a obra, é notório que casos de evasão escolar como o de Carolina, são recorrentes na realidade Brasileira, em razão de falta de interesse e sobretudo a condição precária vivente pelo indivíduo.
A princípio, cabe ressaltar que a falta de interesse dos alunos é um importante fator no que diz respeito a essa problemática. Dessa forma, Jean Piaget, pensador Suíço, critica o sistema educacional atual que não valoriza a exclusividade do indivíduo em formação, todavia a escola padroniza a forma de pensar do indivíduo em um modelo pragmático de ensino, em que se atenta apenas ao fato do indivíduo ingressar na universidade, tendo assim um ensino passivo. Por conseguinte, não há estímulos que buscam incentivar o jovem a trabalhar diversas matrizes do conhecimento, assim se sentindo completamente desinteressado no que diz respeito ao sistema educacional.
Ademais, uma das principais causas dessa problemática é a partir da desigualdade social das pessoas na realidade Brasileira. Nessa lógica, o sociólogo Pierre Bourdieu caracterizou o termo “Dominação simbólica” como uma forma de dominância a partir de representações sociais reproduzidas no âmbito escolar por avaliação de capital cultural, em que os alunos de condições privilegiadas tem o desempenho superior do que os estudantes de realidade precária, essa visão de desigualdade social pode acarretar na desmotivação ou falta de condições dos alunos com dificuldade financeira a permanecerem no ambiente estudantil. Como consequência, esses indivíduos não terão o acesso devido a educação e futuramente dificuldade na integração ao mercado de trabalho.
Portanto, é essencial buscar a diminuição dos casos de evasão escolar nas escolas. Para tanto, O MEC deve buscar o estimular os alunos desinteressados a permanecerem na escola por meio da adição de atividades extracurriculares, incluindo eventos educacionais dentro da escola, a fim de ajudar os alunos a encontrarem seus interesses no sistema escolar a partir do contato com diversas áreas do conhecimento. Além disso, o governo deve auxiliar os alunos com em condições de precariedade através da melhora do projeto do bolsa família, com fundamento na fiscalização e incentivo financeiro aos jovens mais pobres, para que casos como o de Carolina Maria sejam reduzidos na realidade socioeducional Brasileira.