Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 01/11/2019
De acordo com o educador e filósofo Paulo Freire, se a educação sozinha não muda a sociedade, tampouco a sociedade muda sem ela. Nesse sentido, a reflexão do educador contrasta com as mazelas presenciadas na educação brasileira, além de demonstrar que o abandono das escolas brasileiras levará a sociedade ao erro. Isso se evidencia não só pelo abandono da escola por falta de interesse, dificuldade de locomoção e por questões financeira, como também pela baixa qualificação na qual influenciará na vida desse jovem que será vítima da desigualdade social e, em casos piores, será levado ao mundo do crime.
Em primeiro lugar, devido à falta de investimento e planejamento em transportes adequados e em educação, além da grande crise econômica pela qual o Brasil passa, o jovem foi condicionado a abandonar a escola. Dados do Banco Mundial mostram que 52% dos ex-estudantes entre 19 e 25 anos evadiram a escola por motivos de cunho socioeconômico, dificuldade de locomoção e falta de interesse. Nesse contexto, percebe-se que o Estado não cumpre com seu dever constitucional que garante, entre outras coisas, o direito à educação de qualidade no Artigo VI.
Consequentemente, toda a cadeia de relações sociais e profissionais é afetada por esse abandono das escolas. Diante disso, um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) aponta que essa relação de abandono escolar traz consequências não só para o jovem, mas também para o país, como falta de profissionais capacitados para o mercado de trabalho, péssimos índices educacionais e o aumento expressivo da desigualdade social. Diante desse fato, nota-se que o país ainda não se preparou para um problema que pode gerar impactos de grande proporção futuramente.
É necessário que haja, portanto, medidas na esfera federal que coloque em ação um plano que providencie uma maior atenção aos casos de evasão escolar. Ao Ministério da Educação (MEC), juntamente ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), cabe, por meio das escolas, desenvolver um projeto de profunda modernização do ensino, com a proposta de ensino integral com total engajamento os alunos em aulas regulares e aulas extras de política e economia, música, gastronomia, agricultura orgânica, incentivo ao esporte, debates de assuntos importantes da sociedade, como também trazer melhorias no transporte e locomoção dos alunos. Tais critérios adotados irão trazer exclusividade no ensino brasileiro, envolver o aluno em aulas totalmente dinâmicas e proporcionar a ele uma experiência única de educação.