Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 01/11/2019
Ana é uma jovem brasileira que está no 1° ano do ensino médio; sua sala tinha 35 alunos no início das aulas, mas ao decorrer do ano o número diminuiu para 20. Nesse contexto, a realidade apresentada, lamentavelmente, não é distante da contemporaneidade brasileira, na qual a evasão escolar no 2° grau acadêmico chegou a 11,2% entre 2014 e 2015, segundo dados do Inep. Nessa sequência a imagem pouco atrativa da escola provoca consequências no futuro dos discente evadidos. Dessa maneira, é indubitável que a evasão escolástica é uma problemática social brasileira que urge ser combatida.
A priori, o escape acadêmico é fruto da forma pouco cativante da escola brasiliense. Segundo o matemático grego, Pitágoras, se as crianças forem educadas, não haverá a necessidade de corrigir os adultos. Às luzes desse raciocínio, é possível afirmar que para o alcance de um futuro sólido é necessário o cuidado com o ensino de base, porém, o liceu brasílico dificulta esta realização à medida que é pouco atrativa para o público alvo. Dito isso, a realidade brasileira contrapõe o ECA e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação que impõem as escolas valem-se de todos os recurso para a permanência dos alunos na instituição, ao passo que 37% dos evadidos são por falta de interesse, conforme dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Desse modo, é inquestionável a necessidade da mudança do comportamento escolar, a fim de torna-se mais atraente aos discentes.
A posteriori, a evasão escolar provoca consequências a longo prazo aos alunos esquivadores. De acordo com estudo ‘Aprendizado em Foco’ do Instituto UniBanco, divulgado em 2016, afirma que existe uma proporção direta entre a renda familiar e o avanço escolar constituintes dessa. Neste sentido, é plausível supor que em um grupo parental no qual um ou ambos os pais não concluiram os estudos, a probabilidade de que seu filhos também não terminem os graus de escolaridade é superior. Desse jeito, um ciclo vicioso é consolidado neste âmbito, pois, progressivamente a renda da linhagem tente a diminuir. Fica cristalino, então, a urgência da ruptura desse circuito mitigando a saída dos estudantes visando a evolução socioeconômica do país.
Logo, é fundamental o combate à evasão escolar brasileira. Portanto, é dever das Escolas cumprir com as orientações do ECA e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, tornando-se atrativa aos discentes com a inserção de tarefas extracurriculares, que mostrem a utilidade das diversas áreas do conhecimento no cotidiano, e com o fito de que as escolas permaneçam e até aumentem o número de matriculas. Tendo por consequência disso o progressivo desenvolvimento socioeconômico do Brasil. Assim, turmas como a de Ana continuarão com todos os seus alunos.