Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 01/11/2019
Segundo Immanuel Kant, ‘‘o homem é aquilo que a educação faz dele’’. Essa máxima remete, hodiernamente, à importância dos estudos na vida dos indivíduos. Entretanto, quando se trata de presença escolar, o Brasil enfrenta problemas significativos em decorrência da evasão, que pode ocorrer por problemas sociais que acometem jovens e adolescentes, ou pelo desinteresse dos mesmos em frequentar as aulas.
Em primeiro lugar, é válido salientar que a gravidez precoce é uma questão que gera, a princípio, consequências significativas para a vida das mães. Isso ocorre, pois, o período gestacional demanda cuidados específicos, o que pode levar ao afastamento das jovens de suas escolas. Essa realidade é evidenciada pelo site ‘‘G1’’, que aponta percentual de 30% de jovens gravidas com menos de 19 anos, que não concluíram nem o ensino fundamental.
Outrossim, a evasão pode ser justificada por problemas econômicos, já que suas consequências inferem no estímulo do aluno. Dessa forma, fazer fazer parte de uma família que precisa de ajuda para complementar a renda mensal, pode levar o jovem a deixar os estudos em segundo plano. Em contrapartida, viver em um ambiente em que a renda não é preocupação pode desencorajar o estudante, se este justificar sua formação apenas por ascensão financeira. Isso é evidenciado pelo Banco Mundial, que mostra 52% de evasão nos últimos anos.
Portanto, vários aspectos corroboram para a saída permanente de alunos de suas escolas. Por isso, é necessário que o governo inclua disciplina de educação sexual da grade estudantil, com intuito de evitar o aumento de casos de gravidez indesejada. Isso deve ser feito pelo direcionamento de subsídeos específicos para o Ministério de Educação. Este, por sua vez, deverá gerir os investimentos promovendo capacitação de professores e ambiente adequado para ministrar aulas sobre utilização de contraceptivos. Assim, o problema que gera ausência nas aulas será evitado.