Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 02/11/2019

Ao analisar dados disponibilizados pelo ECA (Instituto da Criança e do Adolescente), nota-se que o direito dos jovens de obterem uma boa educação vem sendo infringido por diversos fatores. Diante disso, observa-se que os alunos do séc.XXI enfrentam empecilhos em sua vida acadêmica, em especial, na fase de dependência dos pais, elevando a evasão escolar. Ademais, o descaso do Estado para com tais índices freia a educação, pois as instituições de ensino nem sempre são atrativas para os alunos, o que corrobora para que eles distem-se da educação e impactem o mundo, em muitos casos, de forma negativa.

De acordo com o ECA, houve um aumento nos índices de evasão e faltas sem justificativa escolar, acabando por ferir o direito dos jovens de obterem uma boa educação, inserido na Constituição Brasileira de 1988. Tal imbróglio, por motivos como baixa renda familiar, bullying e impossibilidade de deslocamento do aluno para a instituição, retira o jovem do ambiente de aprendizado e insere-o no mercado de trabalho sem que tenha concluído o período escolar exigido. Além disso, na última edição do PISA (Programa de Avaliação Internacional de Alunos) em 2015, entre os 73 países participantes, o Brasil ficou entre os 8 piores do ranking.

Por conseguinte, isso mostra que, assim como a educação dos discentes, as famílias brasileiras, sobretudo, as de baixa renda, vêm sendo desassistidas pelo Estado, impactando na realidade das mesmas, que submetem-se a inserir seus filhos no mercado de trabalho ainda jovens, sem que hajam concluído o período escolar exigido. Similar à realidade brasileira vigente, a música “Deixa o menino jogar”, de Natiruts, retrata nos versos a vida de uma população que sofre com o descaso do Estado que, além de não investir em meios para a boa convivência social, priorizam as relações que envolvem o capital e o mundo exterior a focarem nas crianças do futuro, evidenciando a problemática do país.

Infere-se, portanto, que mecanismos de reformulação no que diz respeito aos métodos escolares de ensino devem ser aprimorados para que a evasão escolar seja combatida. Faz-se necessário que o Estado, junto ao MEC (Ministério da Educação e Cultura) e o ECA, disponibilizem verbas de assistência social para famílias carentes de subsídios para levar os discentes às suas respectivas instituições, corroborando para a manutenção dos mesmos nas escolas. Por fim, instituições de ensino criem projetos interdisciplinares que abranjam a criatividade e inteligência cognitiva dos alunos, com o intuito de tornar as idas ao colégio mais atrativas e variar os tipos de avaliações escolares, valendo-se de todos os recursos dos quais disponha para garantir a permanência dos alunos no meio educativo. Em sumo, os levados índices de evasão cairão e a população brasileira tornará-se menos desassistida.