Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 02/11/2019

Na célebre série: when calls the heart (quando chama o coração), a jovem professora, Elizabeth Tatcher, muda a vida de seus alunos de um pequeno vilarejo, que abandonavam a escola para trabalhar em minas de carvão, por meio da educação, proporcionando-lhes uma oportunidade de ascender na sociedade. Fora do âmbito ficcional, a realidade brasileira está longe do ideal, mas com o devido esforço da população e a cobrança de compromisso por parte dos governantes a tendência é ter baixos índices de evasão escolar.

É necessário destacar que a base secundária da socialização está na interação do indivíduo com o grupo no qual ele está inserido. Nesse sentido, a situação que se observa nas famílias brasileiras é a de um condicionamento do estudante a uma vida de trabalho devido ao baixo índice socioeconômico, elevando os índices de evasão estudantil. Além disso, muitos estudantes abandonam a sala de aula opcionalmente devido falta de infraestrutura e uma educação arcaica e mecanizada.

Outro ponto a ser observado é a apatia dos governantes para com a educação. Enquanto países de primeiro mundo pagam ótimos salários aos educadores e investem pesado na educação pública, o Brasil não goza das mesmas prioridades, superlotando assim as latas de lixo do senado com livros didáticos. Dados do Brasil escola apontam que 22 milhões de brasileiros são analfabetos e apenas 14% concluíram o ensino médio, colocando o país na 79 posição do ranking mundial do índice de desenvolvimento humano (IDH).

Fica claro, portanto que a relevância educacional no contexto da evasão escolar na sociedade brasileira é um problema de todos. A receita federal deve liberar mais verba para o ministério da educação que por sua vez repassará para os estados para que administrem conforme a realidade local. Parte do dinheiro deve ser investido para uma melhor remuneração dos profissionais e a outra para a estrutura e material didático para as instituições. O corpo docente em pareceria com empresas privadas deve fornecer estágios remunerados tendo como método de avaliação o desempenho estudantil, visando uma rentabilidade familiar que proporcione redução do abandono acadêmico. Desse modo, os jovens terão a oportunidade de transformar a sociedade, da mesma maneira que Elisabeth Tatcher.