Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 25/11/2019

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se sensibiliza com o problema do outro. No entanto, quando se discute a evasão escolar no Brasil, vemos que esse ideal iluminista é constatado apenas na teoria e não desejavelmente na prática. Vale, ainda, salientar que a falta de transporte público de qualidade e a necessidade de trabalhar desde cedo são impulsionadores do problema, dificultando, assim, a concretização de uma vida escolar mais justa.

Promulgada em 1988, a constituição federal garante a todos os indivíduos o direito ao transporte público e ao bem-estar social. Entretanto, no Brasil, vemos que na prática isso não acontece como deveria. Os jovens da zona rural são os que mais tem que sair cedo da escola, pois a falta de transporte público dificulta a sua ida até a instituição de ensino onde ele deveria estar. Isso, de fato, é inadmissível, pois o estado como promotor desses meios de locomoção não fazem o seu papel que é garantir esse direito a população.

No filme “O menino que descobriu o vento” retrata a vida do jovem William que adorava estudar, mas por causa da falta de dinheiro tem que desistir até que o seu pai pague a próxima parcela. Mas isso não acontece, já que a família vive numa área que precisa de grãos e colheita para se manter, porém essa área vive em uma seca constante e, consequentemente, a falta de dinheiro e comida é escassa. Mas ele continua indo de penetra, até que seu diretor descobre e o expulsa para sempre. Então, por isso, ele começa a trabalhar com seu pai. Não muito diferente da ficção, isso acontece bastante no Brasil, pois a falta de condições e a necessidade de trabalhar desde cedo é um dos meios que causam a evasão escolar. Isso precisa ser mudado, já que as crianças e adolescentes são o futuro da nação e para garantir que esse cidadão venha a ser uma pessoa de bem e não entre na vida do crime por ter que se manter.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao ministério da infraestrutura, responsável pelos ônibus e todos os meios de locomoção públicos, pedir auxílio ao estado para que melhorem as zonas rurais para que esses ônibus consigam ir até essas localidades de difíceis acessos, para que assim o transporte seja igualitário para toda a população. Cabe também ao ministério da educação, distribuir bolsas de estudos para pessoas de renda baixa para que, assim, não tenham que sair para ter que trabalhar e sustentar sua família. Fazendo esses dois feitos por meio das verbas do tribunal de contas da união, para que haja uma sociedade mais digna e íntegra no meio escolar.