Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 13/03/2020

Para Augusto Comte, sociólogo renomado, a sociedade deveria funcionar como um organismo vivo em equilíbrio. Entretanto, diante do contexto da evasão escolar, há um desequilíbrio que representa um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade. Portanto, o abandono escolar no ensino médio é um fator que não pode ser negligenciado, visto que o acesso à educação é imprescindível para o desenvolvimento pessoal.

Em primeira análise, cabe pontuar que na série “Segunda Chamada”, é retratada em uma escola os desafios enfrentados pelos alunos para dar continuidade aos estudos. Logo, a dificuldade socioeconômica é um dos fatores desafiantes, dado que a desigualdade social no Brasil é um problema a ser enfrentado. Então, há uma semelhança da série com a realidade do país, visto que jovens abandonam o ensino médio para trabalhar e ajudar na renda dentro de casa, segundo o site G1. Diante disso, percebe-se que a ineficiência de uma integração social do Poder Público é um fator que desvia o jovem do sistema de ensino.

Ademais, convém frisar que a Constituição de 1988 assegura o acesso gratuito da educação para todos. No entanto, além do empecilho econômico, há casos de problemas com o fator logístico, como o sistema de transporte escolar público. Por isso, em áreas rurais se torna comum o abandono da escola pela falta de transporte, como foi retratado em uma reportagem no “Profissão Repórter”. Em vista disso, torna-se inadmissível essa Gestão Pública em desordem.

Sendo assim, medidas são necessárias para solução do impasse. Logo, o Governo deve, por meio de reformas sociais, assegurar um auxilio financeiro ao aluno em situação de vulnerabilidade socioeconômica, com a finalidade de manter esse jovem na escola, já que ocorre evasão escolar por falta de condição financeira. Além disso, é imprescindível o investimento em transporte escolar público nas áreas rurais, tornando possível o acesso dos alunos dessa região às escolas.