Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 13/04/2020
De acordo com o artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, é dever do estado promover educação de qualidade, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. Entretanto, percebe-se a inoperância desse direito constitucional, haja vista a persistência da Evasão Escolar no Brasil. Nesse sentido, é necessário analisar as principais causas e possível solução para resolver tal problemática.
Primeiramente, é válido ressaltar a omissão do estado como um dos principais causadores desse impasse. Isso por que, a falta de transporte ofertado pelo estado associada à distancia da Escola até o aluno são as principais causas, resultando em uma taxa de Evasão de 20%, segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Nesse contexto, torna-se inaceitável, que um país que pague as mais altas taxas de impostos não tenha superado essa mazela social.
Ademais, preciso destacar a manutenção da desigualdade social no país como principal consequência desse problema. O sociólogo Immanuel kant defende que, o grande segredo do aperfeiçoamento da sociedade está na educação. No entanto, fica evidente que esse objetivo não é alcançado, uma vez que, a ausência de escolaridade possui relação direta com o aumento de desemprego no país. Com isso, é inadmissivel que um país signatário dos Direitos Humanos rompa com essa harmonia constitucional de promover educação de qualidade.
Portanto, é necessário que o Ministério da Educação, por meio do Conselho Tutelar, faça fiscalização periódica nas residências, de modo que seja entendida o motivo da ausência nas aulas para uma possível solução, Essa medida deve ser feita em parceria com os professores, que por meio da quantidade de faltas, irá acionar o conselho, para que tomem as providências. Tal atitude tem a finalidade de diminuir o alto índice de Evasão, para que assim, seja respeitado o direito à educação, citado na carta magna e com isso, seja alcançado o aperfeiçoamento da sociedade, citado por Immanuel kant.