Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 01/10/2021

Na obra literária “Fahrenheit 451” de Ray Bradbury, é relatado uma queima de livros pelo governo como uma forma de negação ao conhecimento para a população. Analogamente, a falta de investimentos na educação e o descaso do sistema com as escolas é visível, em que a negação da informação é notória, contribuindo para fenômenos funestos como a evasão escolar e a fuga de cérebros do Brasil. Além disso, milhares de famílias ainda se encontram no limiar da pobreza, em que o jovem necessita iniciar sua vida no mercado de trabalho de maneira prematura, muitas vezes esses adolescentes são obrigados a abandonar a escola, fomentando a ignorância e despreparação juvenil.

Em primeira análise, consoante com o pensamento de John Dewey, que profere que a educação não faz parte da vida, mas é a própria vida, deve-se ressaltar a importância das instituições de ensino na formação de opiniões e na instrução de jovens brasileiros, garantindo não só o conhecimento, mas assegurando uma convivência em sociedade. Ademais, o descaso governamental é visível, em que escolas brasileiras dificilmente recebem verbas para serem reformadas e o estímulo com materiais didáticos é praticamente nulo, garantindo a desistência de crianças e adolescentes com a escola. Dessarte, entre as consequências fomentadas, pode-se exemplificar com a evasão escolar, a fuga de cérebros do país, a ignorância juvenil e a falta de especialização para a entrada no mercado trabalhista.

Sob um segundo olhar, de acordo com o pensamento do Papa Francisco, que diz que não são só as guerras que corrompem a sociedade, mas as injustiças também, deve-se salientar a situação de famílias que vivem no limiar da pobreza e não possuem outra escolha a não ser inserir um adolescente no mercado informal. Outrossim, tal ato não só fomenta a evasão escolar, como estímula as injustiças sociais no Brasil, visto que esse jovem jamais terá a chance de se especializar e garantir um emprego formal. Portanto, é notório que a evasão escolar brasileira não se trata somente de uma adversidade educacional, mas também de uma adversidade social que debilita famílias inteiras.

Por tal prerrogativa, é de função do Ministério da Educação reordenar verbas e estímulos monetários para a educação, em que deve ser investido em melhores estruturas didáticas e estruturais, além de garantir aulas dinâmicas com profissionais especializados, tais como aulas em campo ou acesso a uma biblioteca ou a uma sala de informática, com o objetivo de estimular a informação entre o meio juvenil e garantir a sobrevivência social, sendo consoante com Dewey. Além de que, é dever do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos estruturar ajudas financeiras para as famílias que se encontram no limiar da pobreza, para que esses indivíduos possam ser atendidos pelo Estado e o bem-estar das famílias possam ser assegurados e o adolescente possa garantir sua educação básica.