Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 27/04/2020
Consoante ao pensamento de Immanuel Kant, que foi um importante filósofo alemão, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Nesse sentido, é coerente dizer que a instrução pedagógica afeta diretamente na identidade pessoal da sociedade, se tornando imprenscindível. Lamentavelmente o Brasil sofre com a chamada evasão escolar, em que os jovens abandonam os estudos, muitas vezes pela necessidade de trabalhar ou por enfrentarem uma gravidez precoce.
A priori, vale ressaltar que grande parte da população brasileira é pobre e que para pagar as contas que garantam a sobrevivência familiar, os membros trabalham arduamente, incluindo os jovens. É notório que as escolas públicas possuem baixa qualidade de ensino e por isso os alunos não se sentem atraídos e seguros quanto à futura formação profissional que ofereça estabilidade financeira. Para ilustrar, foi publicada uma reportagem pela Agência Brasil que mostra que a média da renda familiar dos estudantes que não concluíram sequer o ensino fundamental é de 436 reais, explicando a escolha pelo trabalho precário e não os estudos.
Ademais, é importante discorrer que a falta de informação sobre sexo causa a gravidez precoce e retira as mulheres das escolas. A saber que as meninas que passam pela gestação na adolescência (entre 15 e 17 anos) fazem parte do grupo de maior evasão escolar, segundo o IBGE, é resultado do tabu presente na sociedade sobre o assunto. Por exemplo, as famílias optam por ignorar as informações que deviam ser compartilhadas com seus filhos, devido a valores socioculturais, morais e religiosos. Logo, não há conhecimento de como se prevenir, resultando na fetação antecipada e abandono aos estudos para cuidar do filho.
Em suma, faz se necessária a atuação do Ministério da Educação na conscientização escolar, acerca da necessidade dos alunos compreenderem a seriedade de uma gravidez indesejada e da importância do uso de preservativos (inclusive na prevenção de doenças) , por intermédio de palestras que, ao serem ministradas nas escolas orientem os estudantes a se proteger. Somado a isso, cabe também ao Ministério da Educação, junto ao Estado, oferecer ensino técnico e estágio remunerado nas escolas públicas, a fim de incentivar o estudo, diminuindo a evasão escolar, além de aumentar a renda familiar nas camadas mais pobres.