Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 28/04/2020

Na obra pré-modernista, ’ Triste fim de Poliquarpo Quaresma’ ‘, do escritor Lima Barreto, o major Quaresma, grande admirador do país, acreditava que, se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. Hodiernamente, fora da literatura, percebe-se que tal horizonte não mimetiza a realidade atual, visto que o Brasil ainda enfrenta sérios problemas, dentre eles a questão da evasão escolar na população brasileira. Esse âmbito de iniquidade é fruto tanto da necessidade pela independência financeira quanto do descaso aos alunos com déficit de aprendizado .

Deve-se analisar, primeiramente, que á carência aos meios financeiros é um fator determinante para a evolução da evasão escolar. Segundo o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o conhecimento deve estar vinculado aos problemas do presente. Nesse sentido, ao observar criticamente o cenário vigente, verifica-se, diante a crise econômica do país,  que muitos alunos abandonam os centros de ensinos, por conta da necessidade de subsistência. Atrelado a essa temática, é visto que tal quadro remonta a população camponesa do período feudal, ao qual o trabalho era posto em prioridade, por consequência da fragilidade financeira dos grupos menos favorecidos. De acordo com o Padre Antonio Vieira, a educação é moeda de ouro, toda parte tem valor. Em vista disso, deve ser valorizada.

É  vital evidenciar, ainda, que a evasão escolar é, por vezes, uma consequência da falta de acompanhamento escolar aos alunos com deficit de aprendizagem. Acerca dessa assertiva, sabe-se que a precariedade das formas do ensino público educacional, contribui à tal evasão escolar, visto que a insuficiência dos métodos aplicados não alcançam o entendimento de toda parcela, provocando, dessa forma, uma sensação de incapacidade nesses indivíduos estudantis . Sob esse viés, os dados do Ministério da educação, em 2018, relata que, para cada 100 alunos matriculados apenas 51% conclui o ensino médio. Dessa maneira, Émile Durkleim, reflete à importância de avaliar o indivíduo na escola, bem como à matéria bruta aplicada. Contudo, sabe-se que combater tal empecilho torna-se uma necessidade e não um fato opcional .

Portanto, pela perspectiva de Isaac Newton, uma força só é capaz de sair da inércia se outra lhe for aplicada, dando sentido ao movimento. Nessa óptica, dessarte o Poder público, como instância máxima da administração executiva, junto as Escolas, que emergem como uma instituição fundamental para a constituição do indivíduo, por meio de atividades interdisciplinares na sala de aula, promover um fortalecimento do ensino através de didáticas mais eficientes como, filmes e bate-papos sobre o assunto, com o intuito de cativar os alunos a não desistirem da formação educacional, excluindo tal evasão do país. Somente, assim, os ideais do major Quaresma, poderão ser evidenciadas na nação.