Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 12/05/2020
Segundo o economista britânico, Sir Arthur Lewis, a boa educação não é uma despes, e sim um investimento com retorno garantido. Entretanto, a garantia desse retorno no Brasil encontra-se, cada vez mais, incerta, uma vez que os jovens são, paulatinamente, atraídos para fora do ambiente escolar devido à ausência de recursos financeiros e à má qualidade do ensino público.
Por certo, são os estudantes de famílias mais desvalidas que mais renunciam aos estudos. Isto é, a precária situação financial das localidades mais desassistidas encoraja-os a adentrar o mercado de trabalho. Em 2012, o IBGE divulgou que a média nacional de crianças, com até 14 anos, fora da escola era de 3,3%, já na região Norte, uma das regiões mais pobres do país, era 6,1%, próximo do dobro. Sobre a faixa de 15 a 17 anos, a zona urbana comportava 15,6% dos jovens evadidos, enquanto a zona rural tinha 21,7% deles. Dentre esses, a Fundação Getúlio Vargas apontou que 27,1% abandonam para se dedicar ao trabalho.
Associado a isso, têm-se o ensino defeituoso e antiquado ofertado à população que a desinteressa da sala de aula. Os métodos de, somente, quadro e giz e conteúdos desatualizados aplicados nos discentes brasileiros já, não mais, prendem a atenção dos mesmos. Fica evidente tal realidade quando é comparada as escolas europeias, as quais apresentam modelos de educação flexíveis ás predileções e competências dos alunos e baixas taxas de evasão escolar, visto que em 2013, a Alemanha não alcançava nem 5% desse índice, enquanto o Brasil atingiu 24,3%.
Torna-se evidente que os jovens são impelidos a afastar-se dos educandários. Para redirecioná-los, cabe as Secretarias Estaduais de Educação adequar o ensino ás necessidades por meio de oficinas de diversas áreas de conhecimento e, para alunos de renda comprovada, transformar as frequências e empenho em abono monetário para, assim, condicioná-los a estudar e assegurar seu investimento.