Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 13/05/2020

Em “A República”, o filósofo grego Platão idealiza uma cidade livre de desordens e problemas, em que o povo trabalha em conjunto para superar todos os impasses. Fora da ilustre produção literária, com ênfase na sociedade brasileira hodierna, nota-se o oposto dos ideais de Platão, uma vez que a evasão escolar representa um obstáculo de grandes proporções. Assim, faz-se vital analisar os principais motivos que acarretam a problemática: a necessidade de trabalhar precocemente e a falta de interesse e motivação por parte dos alunos.

Segundo o Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os indivíduos nascem livres e iguais em dignidade e diretos. Apesar disso, evidentemente, a determinação do que consta o Artigo não é cumprida, uma vez que o Estado não cria medidas públicas voltadas ao apoio desses jovens nas escolas e, como consequência, é necessário que parem os estudos para poderem trabalhar e ajudar a família em casa, que muitas vezes depende dessa renda para sobreviver. Fica claro então, que as autoridade, com urgência precisam mudar o seu posicionamento diante do impasse.

Ademais, é imperativo ressaltar que a falta de interesse e motivação por parte dos alunos é um agente influenciador do problema. De acordo com dados do Censo Escolar, no ano de 2015, 15% dos adolescentes estavam fora das escolas. Nota-se, logo, que essa parcela da população sofre, muitas vezes, com a falta de motivação por parte da família e da escola, ficando sem perspectiva de futuro e sem uma razão para continuar estudando. Por isso, é de suma importância que medidas sejam tomadas para alteração do quadro negativo que tanto corrompe o bem-estar social.

Portanto, é mister a adoção de medidas que garantam a educação desses jovens e combatam o crescimento da evasão escolar no Brasil. Nesse contexto, cabe ao Ministério da Educação em parceria com as escolas, elaborarem projetos e políticas públicas com o objetivo de apoiar e motivar a população em idade escolar, por meio de palestras com psicólogos, atividades interativas e principalmente com projetos de extensão e auxílios, para que assim, além de motivação, esses alunos possam se manter estudando sem a necessidade de trabalhar. Com essa ação, a sociedade brasileira poderá chegar perto das convicções platônicas e, além disso, alcançar o bem-estar social.