Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 13/05/2020

O modelo de educação centrado na figura do professor como transmissor do conhecimento se expandiu ao longo dos séculos XVII e XIX, sendo impulsionado pela revolução industrial. Além disso, a expansão dos regimes democráticos influenciou a reinvindicação pelo acesso à escola enquanto direito do cidadão. No entanto, hodiernamente, milhares de crianças e adolescentes ainda se encontram fora das escolas. Dessa forma, deve-se discutir acerca da evasão escolar na realidade brasileira.       Em primeiro plano, nota-se que a situação econômica desfavorável representa um dos principais problemas no contexto em questão. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de 11% dos jovens com baixa renda abandonaram a escola antes de concluir o ensino médio em 2018, enquanto apenas ‘1,4% dos jovens mais ricos estavam nessa situação. Dessa forma, faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.

Ainda assim, vale ressaltar, o uso de drogas e o envolvimento com a criminalidade. Consoante Voltare, educar mal um jovem é dissipar capitais e preparar perdas e danos à sociedade. Segundo essa máxima nota-se que drogas e violência no entorno das escolas são os principais motivos pela falta das crianças e jovens nas instituições, uma vez que o envolvimento nessas atividades desestimula o engajamento escolar e rivaliza com a presença nas aulas.

Desse modo, é urgente que medidas sejam adotadas para que o pensamento de Voltare não seja evidenciado na sociedade em questão. Destarte, despreende-se que, cabe ao Ministro da Educação, que tem como função o desempenho das atribuições do governo em matéria de educação, desenvolver políticas públicas de ensino que atendam as pessoas de baixa renda, além de prover alimentação, uniforme e material escolar gratuito, por meio de investimentos feitos pelo governo federal, afim de reduzir a evasão escolar desencadeada por problemas socioeconômicos. Ainda assim, cabe ao ministério da educação executar plenamente o plano nacional de educação, com a finalidade de desenvolver ações preventivas ao uso de drogas e inserção do jovem na criminalidade, por intermédio de palestras, seminários e rodas de conversas.