Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 14/05/2020

“O que foi criado pra ser instrumento de democratização, não deve ser convertido em mecanismo de opressão”, frase do célebre sociólogo Pierre Bourdieu.Dessa maneira, não obstante aos avanços socioculturais e tecnológicos, perduram-se a inacessibilidade a educação. Sob tal ótica, é perceptível a inação governamental vinculado ao incentivo desta prática, mas também, devido às baixas taxas de renda promovem ao impedimento do aprimoramento cognitivo.

Mormente, Immanuel Kant afirmava o princípio da ética, no qual consiste em agir de forma que essa ação possa ser uma prática universal que adicione a sociedade. Entretanto, a falta de investimentos na área educacional e a má distribuição das instituições pelo território ,promovem o acesso a estas apenas por uma minoria. Contudo, não há meios que incentivem à permanecerem nas escolas.

Outrossim, mediante ao Estatuto da Criança e do Adolescente no Artigo 53°, torna-se um direito e obrigação o ingresso aos colégios. Todavia, a indisponibilidade ocasionado pelo fato dos jovens terem de trabalhar para auxiliarem em casa transcorre em um impasse. Assim, deveria promover fatores que ajudem-os no acesso.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problematização. Para tanto, o Ministério da Educação deve estabelecer formas que incentivem a permanência dos alunos por meio de aulas extracurriculares que chamem maior atenção e meios de transportes que favoreçam o acesso a estas. Mas também deve exigir a efetivação da lei, tornando sua aplicação mais rigorosa. Por conseguinte o instrumento de democratização transcenderá em melhores qualidades de vida à toda sociedade.