Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 16/05/2020
De acordo com o filósofo alemão Dahrendorf, no livro ´´A lei e a ordem``, a anomia é uma situação em que as normas reguladoras de comportamento perderam a sua validade.Concomitante a obra, é evidente que a diegese apresentada se assemelha a realidade brasileira no que tange ao quadro de evasão escolar vivido no país.Por isso,é necessário que todos os fatores que corroboram para a problemática sejam analisados, para que a mesma seja amenizada.
Primeiramente, é importante destacar antes de tudo, a negligência do estado em face dos altos índices de evasão encontrados nas terras brasileiras. Nesse viés, tomando por base o pensamento do filósofo Thomas Hobbes de que o estado foi criado para garantir ao homem segurança, liberdade e bem-estar social, percebe-se que no Brasil a realidade não reflete a máxima dialogada pelo filósofo.Evidenciando dessa maneira, que o problema não parte apenas da sociedade,mas também, daquele que em tese foi criado para seu bem próprio.
Ademais, é preciso salientar que, durante anos repetiu-se a justificativa de que os jovens param de estudar pela necessidade de trabalhar e ajudar as suas famílias. No entanto, uma pesquisa feita pela fundação Getúlio Vargas, apontou que 40,3% dos jovens de 15 a 17 anos abandonavam os estudos apenas pela falta de interesse,fato que é impulsionado pelas deficiências encontradas nas redes públicas de ensino,que, desde muito tempo utilizam formas de estudo defasadas.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para diminuir a taxa de evasão escolar no Brasil. Cabe, ao Ministério da educação criar um plano de reestruturação educacional, que possibilite a construção de quadras poliesportivas , atividades extracurriculares e capacitação dos professores em novas metodologias educacionais, isso será possível com o auxilio de iniciativas privadas, que realizem parcerias com o governo. Desse modo, espera-se que haja a atração do aluno ao frequentar o ambiente escolar, contemplando a tese do filósofo Hobbes.